Alemanha nomeia novo ministro da Defesa e enfrentará pressão para enviar tanques à Ucrânia

Novo ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, durante coletiva de imprensa em Hanover, Alemanha

Por Holger Hansen

BERLIM (Reuters) - O governo da Alemanha nomeou Boris Pistorius como ministro da Defesa nesta terça-feira, em um momento de crescente pressão sobre Berlim por parte de aliados ocidentais para permitir que a Ucrânia use tanques de fabricação alemã na guerra com a Rússia.

Após vários deslizes, Christine Lambrecht pediu demissão do cargo de ministra da Defesa na segunda-feira, antes de uma conferência na sexta-feira na base militar dos Estados Unidos em Ramstein sobre os planos ocidentais de fornecer mais armas a Kiev.

Até agora, a Alemanha tem sido cautelosa sobre aprovar o envio de tanques pesados Leopard devido a preocupações de que tal movimento possa ser visto como uma escalada da guerra. Outros países com esses tanques também precisam da aprovação de Berlim antes que possam ser repassados para outro país.

"Há decisões importantes a serem tomadas no curto prazo, em particular a questão urgente de como continuaremos a apoiar a Ucrânia em seu direito à autodefesa", disse o ministro da Economia, Robert Habeck, em comunicado.

"A Alemanha tem uma responsabilidade aqui e grandes tarefas a cumprir", afirmou ele.

O novo ministro da Defesa deve receber seu colega norte-americano, Lloyd Austin, em Berlim na quinta-feira.

Pistorius, de 62 anos, que completou o serviço militar no início dos anos 1980, é ministro do Interior da Baixa Saxônia desde 2013 e, nessa função, trabalhou com as Forças Armadas.

Como o chanceler Olaf Scholz, ele concorreu à liderança do Partido Social-Democrata (SPD) em 2019 --ambos perderam-- e é conhecido por adotar uma linha dura em questões de segurança.