Alemanha restringirá voos vindos de países com as novas variantes da covid-19

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Os passageiros aguardam seus voos no Aeroporto Internacional de Frankfurt em Frankfurt am Main, oeste da Alemanha, em 21 de dezembro de 2020, em meio à nova pandemia de coronavírus em andamento. O governo alemão anunciou que restringirá voos vindo de países com novas variantes do vírus da Covid-19.

A Alemanha proibirá a partir de sábado as entradas por via terrestre, marítima e aérea, de pessoas vindas de países fortemente afetados pelas variantes da covid-19, anunciou o governo nesta sexta-feira (29).

Esta decisão, válida até 17 de fevereiro a princípio, se refere ao Reino Unido, Irlanda, Portugal, Brasil, África do Sul assim como Lesoto e Essuatini, dos reinos africanos, e busca "proteger a população" alemã, afirmou o Ministério da Saúde alemão em um documento obtido pela AFP.

"O objetivo desta norma é limitar a propagação das novas variantes do vírus", explicou o Ministério.

Porém, estas restrições incluem várias exceções, em particular para os alemães que vivem nesses países, aos cidadãos desses países residentes na Alemanha, aos passageiros em trânsito ou que fazem parte da circulação mercante, segundo o mesmo documento.

O governo alemão impôs esta proibição em seu território por iniciativa própria, independententemente de seus parceiros da União Europeia (UE), que não puderam chegar a um acordo sobre uma abordagem única do assunto.

Igualmente, enquanto a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou na sexta-feira o uso na UE da vacina AstraZeneca contra a covid-19 para maiores de 18 anos sem limite de idade, a autoridade de vacinação alemã manteve sua recomendação de não autorizá-la para as pessoas maiores de 65 anos.

"A vacina é recomendada, atualmente, na base dos dados disponíveis apenas para as pessoas de 18 a 64 anos. Não há dados suficiente para determinar a eficácia da vacina nas pessoas maiores" que essa idade, destacou a autoridade em um aviso público.

A vacina desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca e a universidade de Oxford é a terceira a obter a aprovação da EMA, depois da Pfizer/BioNTech em 21 de dezembro e Moderna em 6 de janeiro.

Depois da decisão da EMA, a Comissão Europeia deve autorizá-la.

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