Alemanha a um passo de concluir futura coalizão de governo

·2 min de leitura
A chanceler alemã, Angela Merkel, em Paris em 12 de novembro de 2021 (AFP/Yoan VALAT)

Os três partidos alemães que sucederão os conservadores de Angela Merkel no poder planejam concluir na próxima semana seu "contrato de coalizão", que abrirá caminho para a eleição de Olaf Scholz como chanceler no início de dezembro.

Os social-democratas do SPD, ambientalistas e liberais do FDP, que há semanas tentam formar uma coalizão de governo de três partidos sem precedentes, têm "boas chances de respeitar este calendário", disse Lars Klingbeil, secretário-geral do SPD.

Porém, antes disso, os futuros parceiros devem resolver a questão da divisão dos ministérios, um verdadeiro desafio pois algumas pastas, como a da Fazenda, são muito disputadas.

Mas, uma vez que essa questão seja resolvida, Scholz pode alcançar seu objetivo de ser eleito chanceler na semana de 6 de dezembro, encerrando definitivamente a era Merkel.

- Pico de contágios -

Outro desafio que os três partidos já enfrentam é o aumento dos casos de covid-19 no país.

Várias opções estão sendo consideradas, incluindo tornar a vacina obrigatória para profissionais de saúde e de casas de repouso além de um retorno massivo ao teletrabalho.

A obrigação de ser vacinado, ter testado negativo para covid ou ter sido curado recentemente para usar o transporte público também está sendo estudada.

O Parlamento alemão vai debater esta questão na quinta-feira. Também está marcada para o mesmo dia um encontro entre o governo e lideranças das 16 regiões do país.

Na segunda-feira, a taxa de incidência nacional nos últimos sete dias ultrapassou pela primeira vez a marca simbólica de 300, patamar três vezes maior do que há três semanas.

Na Baviera (taxa de incidência 554,2) e nos antigos estados da RDA da Turíngia (546,1) e Saxônia (759,3), a situação é crítica.

A gravidade da situação levou as autoridades de Munique, capital do sul da Baviera, a cancelar seu mercado de Natal, tradição muito popular na Alemanha.

- Peso da extrema direita -

Apesar da situação, nenhum dos três partidos tem a intenção de prolongar o estado de emergência de saúde para além de 25 de novembro. Este marco legal permitiria a imposição de confinamentos, que eles rejeitam.

Os conservadores, que passaram à oposição após 16 anos no poder, criticam a decisão.

As causas desta rápida deterioração da situação de saúde são múltiplas.

A taxa de vacinação completa (67,6%) na Alemanha ainda está longe da meta de 75% estabelecida pelo governo Merkel.

Outro fator é que as regiões da ex-RDA são redutos da extrema direita, que se opõe à vacinação. Metade dos não vacinados votou no partido extremista AFD nas eleições de 26 de setembro, de acordo com uma pesquisa da Forsa.

mat/smk/meb/mb/jc

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos