Alerta sobre aumento de assassinatos contra pessoas LGBTQI na Guatemala

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Membros da comunidade LGBT protestam em frente ao Congresso da Guatemala, na Cidade da Guatemala, em 4 de setembro de 2018

O procurador de Direitos Humanos da Guatemala, Jordán Rodas, alertou nesta quinta-feira (28) sobre um "agravamento" dos assassinatos de pessoas LGBTQI+ no país centro-americano, ao documentar cinco crimes em janeiro.

Rodas afirmou em nota sua “condenação ao recrudescimento de assassinatos de pessoas LGBTQI+” e “aos atos de violência registrados contra a população” desta comunidade no primeiro mês de 2021.

Durante o ano passado, o gabinete do procurador-geral registrou 19 mortes violentas de pessoas LGBTQI (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queers e intersexuais).

Uma mulher trans, possivelmente estrangeira, e quatro homens gays morreram de forma violenta nas primeiras semanas de 2021 nas províncias de Escuintla, Suchitepéquez, Izabal e Guatemala, segundo Rodas.

De acordo com ele, os crimes são “motivados pela identidade de gênero das vítimas e/ou resultam da perseguição de gangues ou outros grupos criminosos”.

Anualmente, acrescentou, o número médio de reclamações sobre agressões a pessoas nesta comunidade é de 175, mas apenas 10% tiveram sentença de um juiz.

Rodas solicitou ao Ministério Público a criação de uma unidade especial para “fortalecer a resposta institucional para o atendimento e apuração de casos de violência contra pessoas LGBTQI+”.

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