Alertas foram emitidos por órgão federal sobre chuvas na Bahia

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People walk through water along a street during floods caused by heavy rain in Itajuipe, Bahia state, Brazil December 27, 2021. REUTERS/Amanda Perobelli
Rua completamente alagada em Itajuipe, na Bahia, uma das cidades castigadas pelos temporais que atingem a região
  • Mais de 60 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas

  • Primeiro alerta sobre os temporais saiu no dia 20 de dezembro

  • Volume de chuva em alguns locais foi maior que o previsto

Desde o último dia 20 de dezembro, o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), vem alertando municípios do sul e sudoeste da Bahia que chuvas intensas iriam atingir a região. No entanto, o volume em alguns locais foi maior que o previsto, o que causou destruição em várias localidades.

Os documentos foram produzidos pelo Cemaden, entre 20 e 23 de dezembro e compartilhados com o Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres), ligado ao Ministério do Desenvolvimento Regional —e responsável pelos contatos com as defesas civis dos estados e municípios. Ainda segundo o Cemaden, a média histórica na região de chuva é de 150 mm nesse período. Porém, até ontem (27), várias cidades já registraram acúmulo de água superior a 400 mm. Cada milímetro equivale a um litro de água em um metro quadrado.

Os primeiros alertas

O primeiro alerta do Cemaden, do dia 20, saiu por meio de uma nota técnica sobre a previsão de chuvas intensas, entre os dias 24 e 25 de dezembro, com riscos de deslizamentos de terra e inundações. Já o segundo, divulgado no dia 21, amplia o período de chuva previsto para 24 e 26. O terceiro e último, do dia 23, afirma que a situação poderia se agravar e estender durante vários dias, em princípio até esta esta terça-feira, 28 de dezembro.

No entanto, em pelo menos duas cidades baianas, as chuvas foram maiores do que o previsto, chovendo em 3 dias, o previsto para o mês todo.

Em Valença foram 215 mm (corresponde a mais do que o triplo da climatologia de dezembro, de 64,9mm) e em Ilhéus, 209 mm.

A chuva medida, porém, pode ter sido bem maior em algumas localidades, visto que nem todas as cidades têm estação meteorológica.

Apesar de parecer erro de previsão, José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden cita que não há tecnologia possível de prever com exatidão fenômenos naturais, ainda mais com os eventos extremos ocorrendo com mais frequência.

A tragédia até agora

Segundo balanço da Defesa Civil da Bahia, divulgado ontem, 20 pessoas morreram em decorrência das fortes chuvas na Bahia, que deixaram 358 feridos e atingiram mais de 470 mil pessoas.

O órgão já contabiliza mais de 60 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas, segundo levantamento com dados enviados pelas prefeituras e consolidados pelo governo do estado.

Todos tiveram de deixar suas casas, mas, no caso dos desabrigados, os cidadãos necessitam de assistência do governo para ter uma moradia temporária. Já são 116 municípios afetados — 100 deles decretaram situação de emergência.

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