Alexandre de Moraes promete punição a golpistas por ataques em Brasília

"Os desprezíveis ataques terroristas à Democracia e às Instituições Republicanas serão responsabilizados, assim como os financiadores" disse o ministro do STF

Ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes prometeu punir responsáveis por atos golpistas em Brasília (Foto: Arthur Menescal/Getty Images 2022)
Ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes prometeu punir responsáveis por atos golpistas em Brasília (Foto: Arthur Menescal/Getty Images 2022)

Ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes falou, na noite deste domingo (8), sobre os ataques terroristas à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, que atingiram os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF, e prometeu punir os responsáveis pela ação:

"Os desprezíveis ataques terroristas à Democracia e às Instituições Republicanas serão responsabilizados, assim como os financiadores, instigadores, anteriores e atuais agentes públicos que continuam na ilítica conduta dos atos antidemocráticos. O Judiciário não faltará ao Brasil!", prometeu o ministro.

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A fala se alinha ao compromisso do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), que discursou de Araraquara, no interior de São Paulo, onde esteve durante os ataques para discutir medidas e soluções para as chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias.

"Vamos descobrir quem foram os financiadores e todos pagarão com a força da lei esse gesto de irresponsabilidade", assegurou. "É preciso que essas pessoas sejam punidas de forma exemplar para que nunca mais ousem, com a bandeira nacional nas costas, fingindo-se brasileiros, repetirem o que fizeram hoje."

Em seu discurso, Lula decretou intervenção federal no Distrito Federal para conter os golpistas. Ricardo Garcia Cappelli, secretário-executivo do Ministro da Justiça Flávio Dino, será o interventor e cuidará da segurança em Brasília, a princípio, até o próximo dia 31 de janeiro.

"A democracia garante o direito de liberdade, mas também exige que as pessoas respeitem as instituições que foram criadas para fortalecer a democracia", declarou o presidente.

Presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) também seguiu na mesma linha e disse que "os responsáveis que promoveram e acobertaram" os atos de vandalismo em Brasília devem ser identificados e punidos na forma da lei.

Em sua conta no Twitter, Lira disse que o Congresso Nacional "jamais negou voz a quem queira se manifestar pacificamente, mas nunca dará espaço para a baderna, a destruição e vandalismo".