Alexandre de Moraes prorroga inquérito que apura interferência de Bolsonaro na PF e pede manifestação da PGR sobre depoimento

Redação Notícias
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BRASILIA, BRAZIL - NOVEMBER 19: Jair Bolsonaro, President of Brazil, looks at the watch before Commemorates Brazilian Flag Day amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on November 19, 2020 in Brasilia. Brazil has over 5.945,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 167,455 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
BRASILIA, BRAZIL - NOVEMBER 19: Jair Bolsonaro, President of Brazil, looks at the watch before Commemorates Brazilian Flag Day amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on November 19, 2020 in Brasilia. Brazil has over 5.945,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 167,455 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou nesta sexta-feira (27) por 60 dias o inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal.

Moraes determinou também que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em até cinco dias sobre a necessidade de depoimento de Bolsonaro.

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O presidente abriu mão do depoimento presencial no âmbito do inquérito. A manifestação foi apresentada na quinta-feira (26) pelo Advogado-Geral da União, José Levi Mello, ao STF.

A AGU afirmou que está próximo de encerrar o prazo dado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito de prorrogação do andamento dessa investigação e destacou que a divulgação da íntegra do vídeo da reunião ministerial de abril "demonstrou claramente infundadas quaisquer das ilações que deram ensejo ao presente inquérito".

O ministro do Supremo deve decidir se atende à dispensa do depoimento e se manda o inquérito para a Polícia Federal concluir as investigações após o parecer da PGR.

A investigação foi aberta em abril depois de o ex-ministro da Justiça Sergio Moro ter acusado Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal ao demitir o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, com a justificativa de proteger familiares e aliados de investigações.

Apesar de não querer prestar depoimento, o presidente negou ter interferido na Polícia Federal.

O depoimento é uma das últimas ações da PF no caso. A Polícia Federal enviou um ofício ao STF, em junho, informando que precisava ouvir o presidente para concluir o inquérito.

O ex-relator do inquérito ministro Celso de Mello, que se aposentou no início do mês passado havia determinado que Bolsonaro prestasse depoimento presencial.