Alexandre de Moraes afasta Roberto Jefferson da presidência do PTB por 6 meses

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*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, BRASIL, 16.01.2018, 14h00- ROBERTO-JEFFERSON - O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, durante entrevista exclusiva à Folha de S.Paulo, na sede nacional do Partido Trabalhista Brasileiro, em Brasília (DF). (Foto: Mateus Bonomi/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, BRASIL, 16.01.2018, 14h00- ROBERTO-JEFFERSON - O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, durante entrevista exclusiva à Folha de S.Paulo, na sede nacional do Partido Trabalhista Brasileiro, em Brasília (DF). (Foto: Mateus Bonomi/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o afastamento de Roberto Jefferson da presidência do PTB por pelo menos seis meses.

A decisão atendeu a um pedido de seis parlamentares da sigla, que apontaram prejuízos para a imagem da agremiação devido às atividades de Jefferson como ativista digital contra instituições democráticas.

Moraes considerou que Jefferson, preso por ele em agosto no âmbito do inquérito das milícias bolsonaristas digitais, poderia destruir provas ou intimidar funcionários da sigla. As investigações até aqui apontam que Jefferson usou recursos do Fundo Partidário para sustentar suas atividades na internet.

Entre elas, diz Moraes em seu despacho, "a disseminação de seus ataques à instituições democráticas e à própria democracia". Ele citou R$ 429 mil pagos neste ano a uma empresa de marketing digital de Rafaela Duarte, secretária de comunicação do PTB.

"Efetivamente, o que se verifica é existência de fortes indícios de que a estrutura do PTB, inclusive os recursos oriundos do Fundo Partidário, tem sido indevida e reiteradamente utilizada com o objetivo de viabilizar e impulsionar a propagação das declarações criminosas proferidas por Roberto Jefferson", diz o despacho.

A defesa de Jefferson não se manifestou ainda. Até aqui, ela sustenta que o político, que ganhou notoriedade nacional primeiro como líder da tropa de choque que falhou em evitar a abertura do pedido de impeachment contra Fernando Collor em 1992 e, em 2005, como o delator do mensalão do PT, está sendo punido por expressar sua opinião.

A Procuradoria-Geral da República, ouvida no processo, se mostrou contrária à punição a Jefferson.

Jefferson é um dos mais estridentes aliados do presidente Jair Bolsonaro, que até os atos do 7 de Setembro vinha comandando uma série de ataques ao Judiciário --particularmente Moraes, responsável por casos que o envolvem e a seus apoiadores.

Com a agudização da crise, que colocou seu cargo em risco, Bolsonaro abriu mais espaço ao centrão, do qual o PTB é um dos partidos, e tentou estabelecer uma trégua com Moraes.

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