Alexandre Moraes, do STF, determina prisão de ex-deputado Roberto Jefferson

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Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
  • Ele é aliado do presidente Bolsonaro

  • Jefferson compartilha vídeos com ataques ao STF e à democracia

  • PF realiza também mandados de busca e apreensão

O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) teve sua prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes determinou também o cumprimento de busca e apreensão contra Jefferson por supostamente integrar uma quadrilha digital que promove ataques à democracia.

A Polícia Federal pediu a prisão do ex-deputado após identificar sua participação em um tipo de milícia digital que tem realizado ataques aos ministros do STF e às instituições democráticas. As suspeitas foram levantadas em investigação que integra novo inquérito aberto pelo próprio Moraes para apurar a existência de uma organização criminosa digital.

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Na manhã desta sexta-feira (13), a PF cumpre os mandados, mas Jefferson não foi localizado no endereço que consta na investigação. Em sua conta no Twitter, o ex-deputado afirmou que a PF estava na casa de sua ex-esposa: “Vamos ver de onde parte essa canalhice”, escreveu.

Esta não será a primeira prisão de Roberto Jefferson, que já foi detido por sua condenação no mensalão. Hoje, o ex-deputado é aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e tem expressado seu apoio com a postagem frequente de vídeos em que ataca os ministros do STF.

Em um dos vídeos mais recentes, o ex-deputado ameaça a realização das eleições de 2022, que não seriam realizadas sem a aprovação do voto impresso, que foi derrotado na Câmara dos Deputados.

“Se não houver voto impresso e contagem pública de votos, não haverá eleição ano que vem”, disse.

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