Aliada de Bolsonaro, Carla Zambelli reclama de encontro de Macron e Lula

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***ARQUIVO***SAO PAULO, SP, BRASIL 20.09.2021 Carla Zambelli (deputada federal). Pré-estreia do documentário
***ARQUIVO***SAO PAULO, SP, BRASIL 20.09.2021 Carla Zambelli (deputada federal). Pré-estreia do documentário

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Considerada uma das principais aliadas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) reclamou nesta quarta-feira (17) do encontro entre o presidente da França, Emmanuel Macron, e o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorrido na residência oficial do chefe de Estado francês, em Paris. O encontro com Lula teve protocolo reservado a chefes de Estado.

Desafeto de Bolsonaro, Macron se encontrou com Lula em um momento em que a relação entre Brasil e França está abalada. O presidente francês é crítico ferrenho da política ambiental do atual governo brasileiro. Ele chegou a vetar qualquer acordo comercial com o Mercosul, falando em "crime de ecocídio" por parte do Brasil.

"Entendo que um chefe de Estado se encontrar com um oposicionista de outra Nação demonstra falta de apreço pela diplomacia, a fim de criar um ambiente de desconforto', disse Zambelli, nas redes sociais. "A população francesa é madura, tem apreço pela democracia e não se sentirá representada por um presidente que se relaciona com um ex-condenado e que ainda responde a vários processos por corrupção."

Apesar de ter antecipado o encontro que teria com Macron, Lula não deu detalhes da agenda com o francês. O ex-presidente brasileiro cumpre uma série de compromissos na Europa desde a última quinta-feira (11).

Lula iniciou sua passagem pelo velho continente por Berlim, na Alemanha. Na sexta-feira (12), o petista se reuniu por mais de uma hora com Olaf Scholz, futuro chanceler alemão.

Da Alemanha, Lula foi para Bruxelas, na Bélgica, onde discursou no Parlamento Europeu, nesta segunda-feira (15). Ao falar na Conferência de Alto Nível da América Latina, o ex-presidente foi aplaudido de pé depois de dizer que o Brasil vive uma "tragédia sem precedentes" desde que Bolsonaro chegou ao poder e listou uma série de condutas do que chamou de "atitude criminosa" do governo durante a pandemia do novo coronavírus.

No primeiro dia na França, na terça, Lula almoçou com a prefeita de Paris, Anne Hidalgo. À noite, ele discursou no renomado Instituto de Estudos Políticos de Paris. Lá, ele falou sobre sua visão sobre o papel do Brasil "no mundo de amanhã".

O tour do ex-presidente pela Europa prevê ainda uma passagem pela Espanha, onde participará de uma conferência e se reunirá com lideranças políticas.

Já Bolsonaro cumpre a sua agenda no Golfo Pérsico sob justificativa de buscar investimentos, além da discussão de ações para a retomada da economia: Dubai, nos Emirados Árabes, Manama, no Bahrein, e Doha, no Catar, fazem parte do roteiro.

Integram a comitiva os ministros Paulo Guedes (Economia), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Walter Braga Netto (Defesa), Carlos França (Relações Exteriores), Gilson Machado (Turismo) e Bento Albuquerque (Minas e Energia). Apoiadores do presidente, dentre eles, um vereador de Belo Horizonte, também o acompanha na viagem.

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