Aliada da família Cozzolino é morta menos de 12 horas após acusar vereador de ameaça

Rafael Nascimento de Sousa e Rayanderson Guerra
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Renata Castro gravou um vídeo em que afirma que estava sendo ameaçada
Renata Castro gravou um vídeo em que afirma que estava sendo ameaçada

Uma aliada do clã Cozzolino - família que permaneceu à frente da Prefeitura de Magé, na Baixada Fluminense, por quase duas décadas - foi morta a tiros na manhã desta sexta-feira menos de 12 horas após prestar depoimento na Polícia Federal. Renata Castro, de 38 anos, dizia que estava sendo ameaçada pelo vereador Clevinho Vidal, que, segundo ela, teria ligações com a milícia e com o atual prefeito Rafael Tubarão.

Segundo fontes ouvidas pelo Extra, Renata afirmou à PF que estava sendo ameaçada por Clevinho. O vereador estaria sendo investigado por ligações com os grupos armados.

Renata estava em casa, no bairro Fragoso, quando foi morta com ao menos 20 tiros. A Delegacia de Homicídos da Baixada Fluminense (DHBF) diz que "todos os procedimentos para a elucidação da autoria estão sendo adotados". A DHBF está investigando o caso com o auxílio da 65ª DP (Magé), delegacia da área onde ocorreu o crime.

Em um vídeo publicado na tarde de ontem, Renata aparece na frente da PF e acusa Clevinho de ameaça e coação.

"Não adianta me ameaçarem de morte. Hoje teve dois cidadãos que foram, né Clevinho, você foi hoje ao prédio me ameaçar, me coagir. Estou esperando. Não tenho medo de você", disse no vídeo.

Renata trabalhava na campanha do candidato a vereador policial militar Pablo Vasconcelos.