Aliado da Rússia, Belarus instaura pena de morte para condenados por ‘tentativa de terrorismo’

O governo de Belarus deu mais um passo para frear a oposição no país. Se antes apenas pessoas condenadas por terem cometido atos de terrorismo estavam sujeitas à pena de morte, agora as execuções podem incluir aqueles que tenham preparado um ataque ou que sejam enquadrados no crime de "tentativa de ato de terrorismo". Esse tipo de acusação visa muitos ativistas contrários ao regime do presidente Alexander Lukashenko, um aliado de Moscou.

Um decreto publicado nesta quarta-feira (18) e citado por agências russas estabelece a nova legislação. "O presidente bielorrusso Alexander Lukashenko assinou a lei que prevê a possibilidade de pena de morte para uma tentativa de terrorismo", explica a agência de notícias Ria Novosti. A agência Interfax esclarece que nenhuma "preparação ou tentativa" de crime é punível com a morte, com exceção daqueles qualificados como "terroristas".

"Estas medidas são de um líder autoritário que se agarra ao poder através do medo e da intimidação", reagiu o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, em comunicado. Washington acusou o presidente bielorrusso de "continuar a sua repressão".

Blinken alertou que a medida poderia prejudicar "ativistas pró-democracia e aqueles que se opõem à guerra da Rússia na Ucrânia" e pediu, mais uma vez, "a libertação incondicional de todos os presos políticos".

Desde o vasto movimento de protestos de 2020 contra a reeleição do líder autoritário Lukashenko, no poder desde 1994, muitos opositores foram acusados ​​e presos por tentarem ou prepararem um ato de terrorismo.

Com informações da RFI e AFP


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