Aliado de Kalil em Minas, Pacheco rebate crítica de Zema a votações do Congresso

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BRASÍLIA — O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), rebateu, neste sábado, críticas ao Congresso Nacional e afirmou que um país unido “não se faz a partir de discursos oportunistas e de ataques gratuitos em período eleitoral”. A declaração foi dada após uma fala do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que afirmou que as Casas legislativas estão mais preocupadas em votar o “fundão” — uma referência ao fundo eleitoral — do que o reformas.

Pacheco e Zema estão em polos opostos na disputa ao Executivo mineiro. Enquanto o governador tenta a reeleição, o presidente do Senado apoia a candidatura do colega de partido e ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil.

— Um país unido e conectado aos anseios da sociedade não se faz a partir de discursos oportunistas, da criminalização da política e de ataques gratuitos em período eleitoral. Ainda mais quando essas críticas recaem sobre um Congresso que entregou e continua entregando reformas que estavam engavetadas há anos beneficiando, principalmente, municípios e estados no momento de crise aguda — disse Pacheco.

Mais cedo, em um evento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Zema disse que o Parlamento não está disposto a votar reformas, como a tributária, que está parada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ). A proposta de revisão de tributos, que é defendida por Pacheco, não tem encontrado consenso entre os demais senadores para avançar na Casa.

— O Legislativo está preocupado em votar fundão eleitoral, não em votar uma reforma tributária, que tem impacto positivo. O fundão eleitoral perpetua os que sempre foram eleitos. Nós temos um Legislativo que, infelizmente, muitas vezes foge da sua responsabilidade e que é de fundamental importância para que nós venhamos a modernizar todo o aparato legal que nós temos — disse Zema.

O valor do fundo eleitoral, chamado de “fundão”, é de R$ 4,9 bilhões para a eleição deste ano. O montante é bem maior do que o da eleição passada, de R$ 1,7 bilhões. Zema, por ser do partido Novo, se diz contrário ao uso da verba pública.

O governador e seu principal adversário na disputa pelo Palácio da Liberdade, Kalil, tem feito ataques mútuos nas redes sociais. Recentemente, o ex-prefeito fez um vídeo rebatendo um cálculo feito por Zema sobre o aumento do Piso Mineiro de Assistência Social.

A declaração de Pacheco, rebatendo a fala de Zema neste sábado, é mais uma troca de farpas entre aliados do pré-candidato do PSD ao governador mineiro.

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