Aliados de Bolsonaro se dividem entre negar fracasso nas urnas e defender autocrítica

Naira Trindade e Gustavo Maia
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Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo
Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

BRASÍLIA - Diante das derrotas impostas aos candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro no primeiro turno das eleições, aliados do presidente de dentro e fora do governo se dividiram entre negar um fracasso nas urnas (ou ao menos tirá-lo do colo presidencial) e reconhecer que é preciso mudar para recuperar o bom desempenho de 2018. No grupo da negação está o próprio presidente, que passou a defender a tese de que eleições municipais não têm nenhuma correspondência com a política nacional. Aliados chegaram a aconselhar o presidente a analisar com cautela uma eventual participação no segundo turno a fim de evitar novos reveses. Outros debateram publicamente o que fazer diante de derrotas nas urnas.

Além de um resultado ruim na disputa para a prefeitura nas principais cidades — apenas Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio, e Capitão Wagner (PROS), em Fortaleza (CE), continuam na briga —, o presidente viu a maioria dos seus indicados a vereador naufragarem. Dos 44 apoiados, apenas nove se elegeram. E a votação do filho Carlos Bolsonaro (Republicanos), em um patamar inferior ao de 2016, também conta como revés.