Aliados de Bolsonaro incentivam presidente a desistir de 7 de setembro em Copacabana

Jair Bolsonaro quer que desfile de 7 de setembro seja na orla da praia de Copacabana (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Jair Bolsonaro quer que desfile de 7 de setembro seja na orla da praia de Copacabana (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) tentam convence-lo de desistir de mudar o desfile cívico-militar de 7 de setembro para a orla da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Tradicionalmente, o evento acontece no Centro da cidade, na Avenida Presidente Vargas.

Segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, tanto a cúpula das Forças Armadas quanto o núcleo político da campanha do presidente acreditam que a alteração do local não é uma boa ideia.

Entre os apoiadores da tentativa de demover Bolsonaro da ideia está o vice na chapa, o general Walter Braga Netto.

Aliados acreditam que há dois principais riscos na mudança de local do desfile. O primeiro é a dificuldade de montar um aparato de segurança adequado em Copacabana. O prazo para a alteração de todo o planejamento é curto, o que preocupa os envolvidos. Na avaliação de pessoas próximas ao presidente, uma falha pode comprometer a segurança tanto de Bolsonaro quanto do público presente.

Outro problema avaliado é a transformação do evento em político-partidário. No Rio de Janeiro, é em Copacabana que os apoiadores de Bolsonaro costumam se reunir em manifestações de apoio ao presidente.

Levar o desfile de 7 de setembro para o mesmo local daria um tom partidário para a celebração da independência do país. Caso haja um público menor que o esperado, o evento pode ser considerado como um fracasso para Bolsonaro.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou que o desfile continuará acontecendo no centro da cidade.

Cármen Lúcia pede pronunciamento

No dia 5 de agosto, a ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, estabeleceu que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem cinco dias para se manifestar sobre a mudança de local do desfile cívico-militar no Rio de Janeiro, em 7 de setembro.

A ação foi apresentada pelo STF pela Rede Sustentabilidade, que se manifestou contra a alteração do local, sob argumento de que a mudança tem caráter político-eleitoral, e não técnica.