Aliados de Navalny sob prisão domiciliar antes de manifestações

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Alexei Navalny em 28 de janeiro de 2021 ao testemunhar por videochamada em um tribunal de Moscou

As autoridades russas multiplicaram nesta sexta-feira (29) as advertências e procedimentos judiciais contra os apoiadores de Alexei Navalny, submetendo vários deles à prisão domiciliar dois dias antes de um novo dia de manifestações para exigir a libertação do opositor.

O irmão de Navalny, Oleg, foi colocado em prisão domiciliar, assim como o coordenador da equipe de oposição em Moscou, Oleg Stepanov, e também Anastasia Vasilieva, líder de um sindicato de médicos vinculado a ele. Essas decisões também os privam de acesso à internet às vésperas dos protestos de domingo.

A mesma medida deve afetar também Liubov Sobol, ou Maria Alekhina, membro do grupo rebelde Pussy Riot e figura ascendente da oposição.

A maioria deles havia sido presa na noite de quarta-feira, após uma série de buscas em um caso de "violação das normas de saúde" devido à pandemia do coronavírus. Eles são acusados de organizar manifestações anteriores.

A operação também afetou a casa da esposa de Navalny, Yulia, e as instalações de sua organização, o Fundo de Combate à Corrupção.

Por sua vez, o poderoso Comitê de Investigação indicou nesta sexta que o braço direito do opositor, Leonid Volkov, residente no exterior, era procurado sob a acusação de "incitar menores a participar de atividades ilegais", devido a seus apelos por manifestações.

Os atos do sábado passado para exigir a soltura de Navalny, também reivindicadas pela União Europeia e pelos Estados Unidos, reuniram dezenas de milhares de russos e levaram a mais de 4 mil prisões e uma série de acusações criminais que podem acarretar graves penas de prisão.

O opositor enfrenta vários julgamentos abertos desde seu retorno à Rússia da Alemanha, onde se recuperava desde agosto de um envenenamento, que atribui ao presidente Vladimir Putin e aos serviços de segurança FSB.

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