Alibaba solicita listagem primária na Bolsa de Hong Kong

A gigante chinesa de comércio eletrônico Alibaba anunciou, nesta terça-feira (26), que fará da Bolsa de Valores de Hong Kong seu outro principal local de listagem, juntamente com Nova York, onde está presente desde 2014, para ter melhor acesso aos investidores chineses da China continental.

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O grupo já está cotado em Hong Kong desde 2019. Mas, neste momento, é apenas uma listagem secundária, o que não lhe permite participar do programa Stock Connect que liga as bolsas de Hong Kong às de Xangai e Shenzhen.

A decisão, que deve entrar em vigor antes do final do ano, ocorre em meio a crescentes preocupações entre as empresas de tecnologia chinesas listadas em Nova York sobre uma regulamentação mais rígida pelas autoridades dos Estados Unidos em meio às crescentes tensões entre Pequim e Washington.

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A China se opôs a uma tentativa dos reguladores americanos de inspecionar os documentos das empresas chinesas listadas nos Estados Unidos. O Alibaba está entre as 250 empresas que enfrentam risco de exclusão, se nenhum acordo for fechado.

O anúncio fez as ações do Alibaba em Hong Kong subirem 4,82%, para HK$ 104.

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Com sede em Hangzhou, no leste da China, o Alibaba é um dos muitos gigantes da tecnologia que tiveram de enfrentar uma ampla repressão a supostas práticas anticoncorrenciais desde o final de 2020 na China.

Esta campanha visa a fiscalizar as grandes empresas de tecnologia por medo de que elas controlem muitos dados e se desenvolvam muito rápido.

Mas, à medida que a economia chinesa desacelera, as autoridades parecem estar adotando uma postura mais flexível. Em maio, o primeiro-ministro Li Keqiang instou as empresas de tecnologia a serem listadas na China e no exterior.

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A decisão de fazer de Hong Kong outro mercado primário pretende fomentar "uma base de investidores mais ampla e diversificada para partilhar o crescimento e o futuro do Alibaba, particularmente da China e de outros mercados asiáticos", declarou o diretor-geral do grupo, Daniel Zhang, nesta terça-feira.

"Hong Kong também é a plataforma de lançamento da estratégia de globalização do Alibaba, e temos plena confiança na economia e no futuro da China", acrescentou.

O programa Stock Connect de Hong Kong permite que as empresas aproveitem a liquidez da China continental para financiamento mais fácil e crescimento de valor mais alto. Mas, para se beneficiar disso, as empresas devem realizar a maior parte de suas transações anuais em Hong Kong.

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