Inflação em 2021: confira os itens que mais sofreram aumento

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Este é o maior índice de inflação desde 2015 quando a alta dos preços ficou em 10,67%. (REUTERS/Adriano Machado)
Este é o maior índice de inflação desde 2015 quando a alta dos preços ficou em 10,67%. (REUTERS/Adriano Machado)
  • Alimentos e combustíveis puxam a inflação de 2021;

  • Etanol, café e mandioca têm as maiores altas;

  • Preço dos combustíveis, fatores climáticos e dólar impactam a inflação.

Nesta terça-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). A inflação oficial de 2021 bateu os 10,06%, o que quer dizer que o custo de alimentos e produtos subiram, em média, esse percentual.

A safra de cana de açúcar, prejudicada pela falta de chuvas, puxou os preços do etanol (62,23%), do açúcar refinado (47,87%). A seca também afetou o preço do café (50,24%).

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Junto com o etanol outros combustíveis elevaram a inflação. A gasolina encareceu 47,49% e o óleo diesel subiu 46,04%. Em média média os combustíveis tiveram alta de 49,02% em 2021.

O ponto dos combustíveis é que eles impactam outros produtos por meio do transporte, o que gera um efeito cascata. Os derivados de petróleo estão em alta, pois acompanham o dólar - na casa dos R$ 5,65. O Brasil produz petróleo de alta densidade e importa petróleo refinado.

Outro fator que impacta a inflação é a energia elétrica que faz parte da produção de diversos itens. A conta de luz subiu 21,21% no ano passado.

Também compõem o IPCA o gás, grande vilão de 2021. O botijão de gás de 15 quilos subiu 36,99% e o gás encanado 28,49%. Para auxiliar pessoas em extrema pobreza o governo federal e alguns estados distribuíram vale gás para contribuir na compra do material.  

O cálculo do IPCA leva em consideração uma cesta de itens. O IBGE também apresentou as mercadorias com maiores aumentos. Confira abaixo:

  • Etanol: 62,23%

  • Café Moído: 50,24%

  • Mandioca: 48,08%

  • Açúcar refinado: 47,87%

  • Gasolina: 47,49%

  • Óleo diesel: 46,04%

  • Pimentão: 39,16%

  • Açúcar cristal: 37,55%

  • Mudança: 37,09%

  • Gás de botijão: 36,99%

  • Mamão: 36,01%

Com informações de G1 e Folha de São Paulo.

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