Aline Wirley, ex-Rouge, assume bissexualidade pela primeira vez: 'Vivi uma história de amor'

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Aline Wirley disse ser bissexual pela primeira vez publicamente no "QuintaPod", o podcast de Kelly Key. A artista ficou bastante conhecida por ter feito parte do grupo musical Rouge nos anos 2000. Hoje ela é casada com o ator Igor Rickli, que interpretou o vilão Alberto de "Flor do Caribe", com quem tem um filho de 6 anos, Antônio.

"Sou bissexual. Nunca falei isso para ninguém, você está sendo a primeira pessoa. Me descobri. Um dia olhei para uma mulher e fiquei: 'ué?'. Na verdade, foi um amor por aquela pessoa que brotou. Vivi uma história de amor muito linda com ela. Foi há muitos anos", contou Aline.

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A ex-integrante do Rouge ainda comentou que hoje é mais possível ter esse tipo de conversa do que há alguns anos e completou:

"É muito difícil ser o que a gente é dentro das ‘caixinhas’ que a sociedade quer colocar a gente, então eu realmente espero que trocar uma ideia como essa faça a outra pessoa ver 'meu Deus, estou chocada, a Aline gosta de meninas também'. Que outras pessoas também digam 'que legal, eu também sou essa pessoa. Que bom que ela está falando tão tranquilamente".

Confira:

Em novembro do ano passado, a cantora e o marido concederam uma entrevista a Canal Extra, onde falaram sobre sua família e os ataques racistas que o casal enfrenta há dez anos.

— Quando olho para tudo que construí ao lado do Igor nos últimos dez anos, me vêm sentimentos de muita alegria e gratidão pelo nosso encontro. Porque a gente passou por muitas coisas, desde as mais legais, como a chegada do nosso filho, até as mais cabulosas — afirmou Aline na época.

— As pessoas diziam: “Vocês dois juntos, meu Deus!”. Ai, meu Deus, o quê? Começamos a perceber como isso foi gerando especulação e incômodo. A gente foi inocente ao fazer vista grossa para sobreviver. E eu não tinha noção também por ser um homem branco privilegiado — analisou Igor: — Na verdade, não conseguia entender esse preconceito. A gente sentia muita limitação das pessoas. Enfrentamos muita ignorância, mas escolhemos passar por cima. Isso não quer dizer que não foi doído, que não está registrado. O Brasil é preconceituoso.

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