‘Alison fez uma corrida extraordinária’, diz Robson Caetano

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O ex-velocista Robson Caetano, dono de duas medalhas olímpicas, de bronze como a conquista nesta terça-feira por Alisson dos Santos, o Piu, resumiu como extraordinária a corrida do brasileiro na final dos 400 metros com barreiras. Terceiro lugar em Seul, 1988, nos 200 metros rasos, e no revezamento 4x100 em Atlanta, 199, o ex-atleta acredita que Piu ainda pode conseguir melhorar o seu tempo, que foi o quarto melhor da história da prova.

Alisson completou a corrida em 46s72. O antigo recorde mundial era de 46s70, do norueguês Karsten Warholm, conquistado há um mês. Ele próprio baixou a marca na final olímpica para 45s94, ao ganhar o outro. O medalhista de prata, o americano Rai Benjamin, fez 46s17.

— O Alison Santos fez uma corrida extraordinária. Acredito até que ele possa fazer uma prova ainda mais rápida, se percebermos a forma como ele chegou na reta final, crescendo. Ele tem tudo a favor dele, a idade e o tipo físico — contou Robson.

Robson Caetano também disse que a medalha de ouro nos jogos de Paris, caso nada fora do comum aconteça, também deve ficar entre os três atletas que foram ao pódio em Tóquio:

— O ouro em Paris está aberto a todos os três que correram para as medalhas no Japão.

Mas ponderou sobre Alisson:

Deixa o garoto se divertir, ser amigo das pessoas, e principalmente, colocar pra fora desejos e anseios de um jovem de 21 anos de idade. Investir na base e dar ao Piu a chance de ser um ídolo de verdade, um ídolo de carne e osso.

E pediu que não joguem responsabilidades demais nas costas do atleta. Justificando que uma medalha olímpica depende de vários fatores.

— Não joguem nele responsabilidades em num futuro que parece próximo, por serem 3 anos até Paris, mas que vai depender de cada competição feita, de cada mês vencido, de cada ano superado com saúde, principalmente a mental.

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