Almirante Flávio Rocha deixará a Secretaria de Comunicação da Presidência

Jussara Soares e Daniel Gullino
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O almirante Flávio Rocha deixará o comando da Secretaria Especial de Comunicação, que vem chefiado interinamente há um mês. A informação foi confirmada ao GLOBO por duas fontes do Palácio do Planalto. Um dos principais auxiliares do presidente, ele seguirá apenas à frente da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE). Ainda não há a indicação de um substituto.

Segundo o colunista Lauro Jardim, a mudança na Secom é atribuída ao vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), que tem reclamado do almirante no posto, alegando que o governo está sob ataque e não tem conseguido se defender.

Nesta quarta-feira, Rocha acompanhou o presidente Jair Bolsonaro em uma visita à embaixada do Reino Unido, ao lado de alguns ministros. Depois, participou de um seminário online promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mas deixou o evento antes do fim, minutos antes de sua saída do governo ser anunciada.

Flávio Rocha assumiu a Secom substituindo o ex-secretário Fabio Wajngarten, que deixou o cargo após acumular atritos no governo. A ida de Rocha para Secom foi costurada durante a viagem com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, na visita a Suécia, Finlândia, Coreia do Sul, Japão e China para visitar empresas de tecnologia 5G, em fevereiro. O almirante, que é militar a ativa, já chefiou a Comunicação da Marinha.

O militar chegou ao Planalto no início de 2020 para assumir a SAE e se tornou um dos principais auxiliares de Bolsonaro. Em pouco tempo, Rocha passou a ser apontado como um “administrador de conflitos” no governo e tem atuado também como uma espécie de relações públicas, organizando encontros do presidente com parlamentares e integrantes de outros poderes. A ascensão rápida, no entanto, gerou ciúmes no governo.