Alta comissária da ONU para DH aceita participar de investigação sobre Tigré

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Os confrontos no Tigré começaram em novembro, quando o premiê etíope, Abiy Ahmed, enviou tropas para a região

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, aceitou o pedido da Etiópia de uma investigação conjunta sobre as consequências humanitárias do conflito na região de Tigré, no norte do país - disse um porta-voz das Nações Unidas na quarta-feira (17).

Moradores de Tigré relataram a grupos de direitos humanos e jornalistas os massacres e a violência sexual generalizada contra civis por parte das forças de segurança na região.

Já cooperadores disseram que o sistema de saúde de Tigré entrou em colapso e advertem para a possibilidade de uma fome em grande escala.

"A alta comissária respondeu de forma afirmativa ao pedido da Comissão de Direitos Humanos da Etiópia (EHRC) para investigações conjuntas", disse à AFP Jonathan Fowler, diretor de comunicação da agência da ONU para os Direitos Humanos.

Agora, o escritório prepara um plano para iniciar a missão o mais rápido possível.

Os confrontos em Tigré começaram em novembro, quando o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, enviou tropas para a região, culpando o partido outrora dominante na área, a TPLF, pelos ataques a acampamentos militares.

Abiy declarou vitória no final de novembro, depois que as forças federais tomaram a capital regional de Mekele, embora os líderes da TPLF permaneçam foragidos e os combates continuem.

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