Alta da inflação é temporária, diz presidente do Banco Central

Redação Finanças
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Brazil's Central Bank President Roberto Campos Neto attends the Brazil Investment Forum in Sao Paulo, Brazil October 11, 2019. REUTERS/Amanda Perobelli
Copom deve elevar taxa básica de juros a 3,5% ao ano na próxima reunião, segundo Campos Neto
  • Para Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, fatores que geral alta da inflação são temporários

  • IPCA chegou a 6,10% em 12 meses e superou o teto da meta para 2021

  • Mesmo assim, taxa básica de juros deve subir a 3,5% na próxima reunião do Copom, em maio

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, disse nesta sexta-feira (9) que a alta inflação é temporária no Brasil, mesmo que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) tenha chegado a 6,10% em 12 meses e superado o teto da meta para 2021. As informações são do G1.

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"Quando olhamos para a inflação, mesmo reconhecendo que está subindo, que está se dissipando e contaminando o núcleo, reconhecemos que a maior parte dos componentes que estão gerando isso são temporários. Entendemos que há uma dissipação, que a valorização da moeda tem um impacto na persistência, mas, para nós, o importante é o que acontece na inflação. Reconhecemos tudo isso, mas vemos que muito disso é temporário. Mesmo no número que saiu hoje [sexta-feira], você pode ver isso", disse.

Alta da Selic

De acordo com Campos Neto, por esse motivo o Copom (Comitê de Política Monetária) deve elevar a Selic (taxa básica de juros) em 0,75 ponto percentual, a 3,5% ao ano, quando houver a próxima reunião no começo de maio. 

"O que temos dito é que, a menos que algo muito diferente aconteça, e o número de hoje [do IPCA] corrobora isso, estamos indo para uma nova alta de 0,75 ponto percentual [em maio] (...) Hoje, com as variáveis que temos, podemos dizer que, a menos que algo muito diferente aconteça, vamos manter o que foi decidido e comunicado (alta de 0,75 ponto). Se algo muito diferente acontecer, gostaríamos de comunicar ao mercado que estamos vendo algo diferente. o que não está acontecendo hoje", afirmou.