Alta da inflação pode fazer teto do INSS ultrapassar R$ 7 mil

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Com inflação acima de 10%, salário mínimo deve subir para R$ 1.210 e teto do INSS ultrapassar a marca de R$ 7 mil (Getty Images)
Com inflação acima de 10%, salário mínimo deve subir para R$ 1.210 e teto do INSS ultrapassar a marca de R$ 7 mil (Getty Images)
  • Salário mínimo e aposentadoria serão reajustados de acordo com o INPC

  • Número oficial do INPC só será divulgado em janeiro de 2022

  • Inflação já é quase o dobro da registrada no 1° ano de Paulo Guedes

Com a alta da inflação no país, que já acumula incríveis 10,74% em 12 meses, além do maior aumento no salário mínimo - apesar de não representar um 'aumento real' no valor final -, o teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) também será alterado para 2022. De acordo com a Folha de São Paulo, se confirmada a previsão do governo federal, conforme as aposentadorias sejam reajustadas em 10% neste ano, segundo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), o valor máximo pago aos segurados ultrapassaria a casa dos R$ 7 mil.

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INPC de 2021

Os brasileiros só saberão, ao certo, os valores dos reajustes no dia 11 de janeiro de 2022. Isso porque o número oficial do INPC - em relação aos 12 meses do ano - só será divulgado nesta data pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O que se sabe, até o momento, é que ele está em 9,36%, referente aos 11 primeiros meses de 2021. Caso a projeção de 10% seja atingida, o teto do INSS irá de R$ 6.433,57 a R$ 7.076,93, enquanto o salário mínimo subiria de R$ 1.100 para R$ 1.210.

Demais reajustes

É fato que outros benefícios também serão reajustados pelo INPC, como o abono salarial do PIS/Pasep, o seguro-desemprego e os benefícios assistenciais - como o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago pelo INSS a idosos a partir de 65 anos e deficientes em situação de vulnerabilidade.

Inflação no Brasil

O valor atual da inflação no país assusta, e já é quase o dobro da registrada no 1° ano de Paulo Guedes, mas a situação já esteve muito pior - principalmente no período da chamada hiperinflação - quando se atinge atinge níveis superiores a 50% ao mês. Foi o que aconteceu entre as décadas de 1980 e 1990, com seu ápice em março de 1990, quando o índice chegou à marca de 80%. Somente depois de sete planos econômicos, a hiperinflação chegou ao fim (em 1994).

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