Alta nos preços dos alimentos faz procura por marcas mais baratas aumentar

·2 min de leitura
New normal: mature woman in the supermarket during the coronavirus pandemic
New normal: mature woman in the supermarket during the coronavirus pandemic
  • Brasileiros têm procurado produtos mais baratos no supermercado

  • Fatia do faturamento vinda dos produtos “lowprice” cresceu

  • Inflação tem gerado uma disparada nos preços

Com a alta nos preços dos alimentos, o brasileiro está precisando escolher marcas mais baratas quando vai ao mercado. Segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a substituição de marcas acontece especialmente nas commodities, como arroz, feijão, açúcar, óleo e café.

No caso do óleo, o volume de faturamento dos produtos “lowprice” (até 80% do preço médio) subiu de 54,90% para 59,40% no comparativo entre os dois primeiros meses deste ano e o mesmo período de 2021. Já o faturamento vindo das mercadorias premium (de 120% o preço médio) caiu de 40,90% para 36,20%.

Dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostram que a substituição de marcas acontece especialmente nas commodities, como arroz, feijão, açúcar, óleo e café.

No caso do óleo, a fatia do faturamento vinda dos produtos “lowprice” (até 80% do preço médio) subiu de 54,90% para 59,40% no comparativo entre os dois primeiros meses deste ano e o mesmo período de 2021. Já o faturamento vindo das mercadorias premium (de 120% o preço médio) caiu de 40,90% para 36,20%.

A inflação acumulada nos alimentos é de 9,12% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Além dos grãos, os setores de higiene, limpeza e beleza registram o fenômeno da substituição. De acordo com pesquisa da consultoria Kantar, em 2021 uma das mudanças vistas foi a maior procura dos clientes por embalagens grandes de amaciantes, água sanitária e alvejantes.

O levantamento ainda apontou que os compradores também vêm economizando na escolha de detergente, desengordurante, esponja, desodorante, maquiagem, xampu e lâminas de barbear. Produtos como o filé e outros tipos de carne bovina perderam espaço, enquanto arroz, feijão, salada e frango ganharam destaque.

Influência da guerra

A Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), agência de alimentos da ONU, alertou na última semana que o confronto militar entre Rússia e Ucrânia, dois países que são potências agrícolas, deve levar ao aumento de mais de 20% em média nos preços de alimentos no mundo.

De acordo com a agência, apenas parte do abastecimento global conseguirá ser substituído por produtos de outras regiões do mundo. A Rússia é a maior exportadora de trigo do mundo. Com a Ucrânia, ambos os países representam 30% das exportações do item.

Desde a semana passada o trigo tem registrado fortes altas no mercado internacional, chegando a aumentar 46,25% desde o início do confronto. No Brasil, a expectativa é que esse aumento faça os preços dos alimentos subirem ainda mais.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos