Alta do PIB reflete realidade passada, diz economista ligado a Lula

***ARQUIVO*** CAMPINAS, SP, BRASIL, 09-06- 2022: Retrato do economista Guilherme Mello, coordenador do Núcleo de Acompanhamento de Políticas Públicas - Economia, do PT. (Foto: Jardiel Carvalho/Folhapress )
***ARQUIVO*** CAMPINAS, SP, BRASIL, 09-06- 2022: Retrato do economista Guilherme Mello, coordenador do Núcleo de Acompanhamento de Políticas Públicas - Economia, do PT. (Foto: Jardiel Carvalho/Folhapress )

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dos responsáveis pelo programa econômico do PT, o professor da Unicamp Guilherme Mello diz que o avanço do PIB no segundo trimestre, alardeado pelo governo Jair Bolsonaro (PL), retrata uma realidade passada, que não altera significativamente a vida das pessoas.

De acordo com ele, a situação está baseada em medidas pontuais de um presidente em busca da reeleição e não tem sustentação no curto e no médio prazos.

Mello aponta que a renda continua abaixo do patamar em que estava no ano passado, a inadimplência tem crescido e o governo não dá indicações definitivas de que vai manter medidas que estão entre os fatores de crescimento, como o Auxílio Brasil de R$ 600.

Por isso, segundo ele, a sensação de crescimento não é experimentada na rotina das pessoas, e a perspectiva para os próximos trimestres e começo de 2023 é de retomada da semiestagnação econômica dos primeiros três anos bolsonaristas.

Na última quinta-feira (1), foi divulgado que o PIB cresceu 1,2% no segundo trimestre deste ano, acima das previsões da maioria dos economistas. O dado foi comemorado por bolsonaristas, que acreditam num impulso às chances de vitória de Bolsonaro.