Alto funcionário palestino anuncia fim da colaboração com a CIA

Mahmud Abbas em 19 de maio de 2020 em uma reunião com a liderança palestina em Ramallah, Cisjordânia ocupada.

Os serviços de segurança palestinos pararam de compartilhar informações com a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), para protestar contra os planos de Israel de anexar parte da Cisjordânia ocupada, anunciou nesta quinta-feira uma autoridade palesina.

"Há 48 horas que a CIA foi notificada de que o acordo com eles não está mais em vigor", disse o negociador-chefe palestino Saeb Erekat.

"A cooperação em segurança com os Estados Unidos acabou. A cooperação em segurança com Israel acabou", acrescentou.

O governo palestino cortou suas relações com o governo Donald Trump em 2017, depois de acusar o presidente americano de favorecer Israel.

Algumas relações não políticas, no entanto, foram mantidas, como os vínculos dos serviços de segurança com a CIA.

Os detalhes exatos dessas informações compartilhadas não são públicos, mas acredita-se que sejam sobre grupos inimigos da Autoridade Palestina, como o Hamas.

Erekat, que falou por teleconferência da cidade de Jericó, não deu mais detalhes.

A embaixada dos EUA em Jerusalém se recusou a comentar. O presidente palestino, Mahmud Abbas, ameaçou na terça-feira encerrar a cooperação com Israel, que planeja anexar territórios na Cisjordânia ocupada.