Alunos da rede pública de ensino de SP começam a ser vacinados contra o sarampo

PATRÍCIA PASQUINI
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 05.04.2019 - Sus faz mutirão de vacinação contra o sarampo em funcionários de um edifício comercial na avenida Paulista. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Alunos de escolas estaduais, municipais de educação infantil, creches, universidades públicas e privadas, e do EJA (Educação de Jovens e Adultos) da capital paulista começaram, nesta segunda (10), a serem imunizados contra o sarampo. A campanha de vacinação contra a doença termina em 16 de agosto.

Na rede pública estadual, a expectativa é vacinar 996 mil alunos de 1.126 escolas. A prefeitura não informou o número de serviços municipais da Educação e nem a quantidade de alunos alvos da campanha. 

Para cumprir a meta de vacinar 95% do público-alvo na capital paulista, a Secretaria Municipal da Saúde mobilizou 24.500 funcionários, sendo 8.000 da vigilância e 16.500 da atenção básica. "A maioria deixou a função administrativa e saiu a campo para atuar na campanha", disse a coordenadora da Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde), Solange Maria de Saboia e Silva.

A vacinação tem foco em duas faixas etárias: crianças de seis a 11 meses e 29 dias, e jovens de 15 a 29 anos, que concentra o maior contingente de pessoas que pode ter deixado de tomar as duas doses da vacina.

O primeiro grupo, além da dose da campanha, deve receber outras duas -aos 12 e 15 meses-, conforme preconiza o calendário nacional de imunização.

No total, até 1º de agosto, foram aplicadas 724 mil doses da vacina contra o sarampo, o equivalente a 24% da cobertura. 

Até o dia 30 de julho foram registrados 484 casos de sarampo na capital paulista.

Novo balanço do número de casos e de doses aplicadas será divulgado nesta terça-feira (6).

A doença O sarampo é uma doença respiratória grave e contagiosa, transmitida por tosse, espirro e saliva. Uma pessoa pode contaminar outras 18 rapidamente. 

Os sintomas são febre alta, conjuntivite, tosse e o aparecimento de manchas vermelhas dois dias após o início da febre.

O paciente deve ter boa alimentação e hidratação, além de evitar as complicações da doença, que são otite, encefalite e pneumonia.