Alunos fazem ato por volta de professor que chamou PM de 'cagão'

Alunos realizam ato pacífico contra afastamento de vice-diretora. Foto: Reprodução.
Alunos realizam ato pacífico contra afastamento de vice-diretora. Foto: Reprodução.
  • Alunos levaram cartazes para ato pacífico

  • Vice-diretora e PM teriam se desentendido por conta de conduta de estudante

  • Polícia Civil investiga o caso

Vários alunos da escola Centro Educacional 01 (CED 01), da Cidade Estrutural, protestaram na manhã desta quinta-feira (5) contra a demissão da vice-diretora, exonerada por chamar um oficial da Polícia Militar de “cagão”. Os jovens levaram cartazes e ocuparam o pátio do colégio, que segue o modelo cívico-militar.

A mulher deixou o cargo na última terça-feira (3) e teve a demissão publicada no Diário Oficial do DF (DODF). Já o militar foi promovido, no mesmo dia, a primeiro-tenente por critério de antiguidade.

A Polícia Civil ainda investiga o embate entre os dois. Segundo o relto do PM, o desentendimento entre eles ficou mais agressivo nas dependências da escola. O tumulto tinha relação com a condução de um aluno que teria desrespeitado os policiais, o que foi caracterizado como infração de situação análoga a desacato.

A mãe do estudante foi até o colégio e xingou os policiais e afirmou que faria manifestação contra a presença da PMDF no centro educacional e que chamaria traficantes da cidade para invadir a instituição de ensino. Ela não foi presa, de acordo com os policiais, porque a vice-diretora a retirou do local em seu carro.

Foi registrada uma ocorrência, na qual o tenente mostrou prints, áudios e vídeos. A vice-diretora, segundo o oficial, teria ameaçado “pedir sua cabeça” e o chamou de “poderoso chefão” e “bam bam bam”. Segundo o PM, há várias denúncias de pais de alunos no Conselho Tutelar, no mesmo sentido, contra a profissional de educação.

A Secretaria de Educação informou, ao portal Metrópoles, que o modelo de gestão compartilhada está consolidado com sucesso no Distrito Federal. São 11 unidades de ensino contempladas na gestão compartilhada entre as secretarias de Educação e de Segurança Pública e outras quatro com o Ministério da Educação. Casos pontuais são investigados pelas pastas para adoção de providências cabíveis.

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