Alvo de comissão disciplinar no México, técnico brasileiro se desculpa por comentários de teor homofóbico em entrevista: 'Se há punição, tenho que aceitar'

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Um trecho de uma entrevista coletiva do técnico brasileiro Tuca Ferretti tem causado polêmica no México. Após uma derrota da equipe que comanda, o Bravos de Juarez, por 3 a 0 para o Tigres, seu ex-clube, o técnico fez comentários de teor homofóbico que não caíram nada bem no futebol do país.

— Tem velhas aqui? Não, né? Os maricas primeiro. Quem vai ser o primeiro maricas? — disse o técnico aos jornalistas, em meio às perguntas. Assista:

As declarações do treinador de 67 anos foram criticadas pelo presidente da liga mexicana, Mikel Arriola. Em cerimônia, o dirigente afirmou que o caso vai a análise da comissão disciplinar.

— Somos absolutamente contra qualquer tipo de discriminação. Não se pode insultar ninguém através do futebol — reiterou.

Em entrevista à emissora "ESPN" do México, Tuca pediu desculpas pelas falas. Ele se disse uma pessoa séria, ressalta que não tem problemas de homofobia e explica que a boa relação com a imprensa de Monterrey o leva a contar piadas em entrevistas.

— Venho a entender que as piadas que contava e conto, as coisas que dizia antes e agora já não são válidas. Não foi minha intenção e não tenho problema com nada. Se alguém se sentiu (ofendido), peço desculpas. Não tenho Twitter, Instagram, redes sociais, não tenho nada. Me gerencio com sinais de fumaça, o problema é que não me atualizo em certas coisas.

O brasileiro disse que aceitará se houver punição, mas alfinetou seus críticos com uma analogia religiosa.

— Se há punições, tenho que aceitar. Na liga do México, um dos maiores castigos e exemplos é sobre a minha pessoa. Digo uma coisa e pago, e a muita gente que diz coisas não acontece nada. Estamos em uma situação em que não se pode tropeçar. O único ser perfeito morreu para que sejamos imperfeitos. Hoje em dia, não aceitamos a própria imperfeição do ser humano. Se alguém comete um erro, cobramos mesmo que façamos coisas piores — criticou.

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