De alvo de críticas na campanha a aliado do governo: o Centrão e sua relação com Bolsonaro

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RIO - Para conter insatisfações de aliados do Centrão, o presidente Jair Bolsonaro avalia fazer o que chamou de uma "pequena reforma ministerial", que envolveria uma troca na Casa Civil e a recriação do Ministério do Trabalho. Bolsonaro convidou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) para assumir a Casa Civil. A relação do presidente com os partidos do centrão ganhou força após o primeiro ano de mandato. Na campanha, Bolsonaro e seus aliados criticavam os parlamentares, a quem chamavam de "ladrões". No governo, os partidos passaram a fiadores das políticas do presidente e ganharam espaço em todos os escalões da República.

Com a presença de parlamentares do Centrão numa convenção do PSL, o general Augusto Heleno chamou de “ladrões” os políticos do grupo, que na época decidiu apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência: “Se gritar pega Centrão, não fica um meu irmão”.

Na véspera do segundo turno das eleições de 2018, Bolsonaro afirmou que não negociaria cargos com o centrão: “O que fiz durante uma campanha dizendo que não aceitaria o ‘toma lá dá cá’, fiz baseado na Constituição”.

Governo dá ao PP altos cargos no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e no Fundo Nacional e Desenvolvimento da Educação (FNDE), que também abriga indicado do PL. PSD leva a presidência da Funasa.

O deputado Ricardo Barros (PP-PR) foi indicado como líder do governo Bolsonaro na Câmara. Barros substituiu o major Vitor Hugo (PSL-GO) com o objetivode melhorara relaçãodo Planalto com o Congresso.

O juiz Kassio Nunes Marques foi indicado ao STF com o apoio de líderes do Centrão, como Ciro Nogueira (PP-PI), de Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), e também de senadores comoElmanoFérrer (PTB-PI).

Bolsonaro ampliou o espaço do Centrão ao escolher o senador Jorginho Mello (PL-SC) e o deputado Eros Biondini (PROS-MG) como vice-líderes no Congresso.

Em meio às eleições para a Câmara e para o Senado, o presidente Jair Bolsonaro liberou R$ 3 bilhões em emendas parlamentares. Os recursos foram usados para conseguir apoio aos candidatos governistas.

O deputado João Roma (Republicanos-BA) foi nomeado ministro da Cidadania. Indicado pelo Centrão, é próximo do presidente de seu partido, Marcos Pereira, e do presidente do DEM, ACM Neto.

O deputado Arthur Lira (PP-AL), liderança do Centrão, foi eleito presidente da Câmara contra o candidato de Rodrigo Maia, com apoio do Planalto.

Bolsonaro passou a usar o orçamento do governo para se aproximar do Centrão. O “Orçamento paralelo” de R$ 20 bilhões foi direcionado para diversos órgãos chefiados por indicados do Centrão.

Bolsonaro indicou a deputada Flávia Arruda (PL-DF) para a Secretaria de Governo, em mais uma vitória para o Centrão.

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