Alvo de notícia crime, Ciro Gomes rebate Forças Armadas: “Liberdade de expressão”

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Ciro Gomes foi alvo de notícia crime por parte das Forças Armadas (Foto: THIAGO GADELHA/AFP/Getty Images)
Ciro Gomes foi alvo de notícia crime por parte das Forças Armadas (Foto: THIAGO GADELHA/AFP/Getty Images)

Resumo da notícia

  • Ciro Gomes foi alvo de notícia crime por parte das Forças Armadas

  • Pré-candidato do PDT acusou parte dos militares de conivência com a situação da Amazônia

  • Ciro rebateu críticas do ministor da Defesa e evocou a liberdade de expressão

Pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT) foi alvo de uma notícia crime por parte das Forças Armadas na última quinta-feira (23). Após a nota do ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, Ciro Gomes se posicionou e evocou o direito à liberdade de expressão.

O embate começou após uma entrevista de Ciro Gomes à rádio CBN, na última terça-feira (21). O pedetista teria dito que as Forças Armadas são coniventes com o crime organizado na Amazônia.

As Forças Armadas acusam o pré-candidato de “incitar, publicamente, animosidade entre as Forças Armadas, ou delas contra os poderes constitucionais, as instituições civis ou a sociedade” (artigo 286, parágrafo único, do Código Penal); e “Propalar fatos, que sabe inverídicos, capazes de ofender a dignidade ou abalar o crédito das Forças Armadas ou a confiança que estas merecem do público” (artigo 219, do Código Penal Militar).

Ciro Gomes se disse “surpreendido por uma nota agressiva e intempestiva do comando das Forças Armadas, que, além de descontextualizar o que afirmei em entrevista à CBN, ameaça-me com notícia crime, equivocadamente baseada nos artigos 286 do Código Penal e 219 do Código Penal Militar”.

Para o pré-candidato, a nota emitida pelo ministro da Defesa evidencia o grau de politização das Forças Armadas, mas negou ter generalizado a instituição.

“Em nenhum momento, disse que as Forças Armadas, enquanto instituições de estado, estariam envolvidas com essa holding criminosa. Afirmei – e reafirmo – que frente à desenvoltura com que um tipo de estado paralelo age na área, é impossível não imaginar que alguns membros das forças de segurança possam estar sendo coniventes por dolo ou omissão”, explicou.

Ciro Gomes disse ainda que responder à pergunta feita a ele foi uma forma de exercer o direito à liberdade de expressão, “sem excesso ou qualquer discurso de ódio. Muito menos com desrespeito a uma instituição que prezo e defendo”.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos