Alvo de operação, Filipe Ret elogia policiais que o conduziram a delegacia: 'Foram 100% profissionais'

Conduzido a uma delegacia nesta terça-feira, após ser abordado em um resort em Angra dos Reis, na Costa Verde do estado, o rapper Filipe Ret elogiou, nas redes sociais, o comportamento dos agentes envolvidos na operação. "Já sofri muita covardia policial (estando errado e estando certo). Covardes existem em qualquer profissão. Mas, em se tratando da minha operação em específico, mesmo que ela tenha sido invasiva e constrangedora, os policiais foram 100% profissionais", postou o artista no Instagram.

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Ret continuou: "Mesmo que minha ideologia seja frontalmente contra a natureza da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes, responsável pela investigação), eu vi todos os policiais (incluindo mulheres) seguindo seus propósitos, assim como eu sigo o meu (por mais provocativo que ele possa parecer às vezes)". O rapper, então, conclui: "Posso discordar da sua visão de mundo, mas lutarei pelo seu direito de dizê-la (a não ser que ela condene a minha liberdade de dizer a minha)".

No início da mensagem, antes de citar os policiais envolvidos na ação, disse ser um artista "de mentalidade e visão de mundo libertárias", que "sofre pressões, dificuldades e desgastes, como em qualquer outra profissão". Em seguida, ele acrescentou que teve como "maior privilégio" o recebimento de "uma educação libertadora" e ter aprendido "a respeitar quem pensa diferente".

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Na delegacia, Filipe Ret foi autuado por porte de drogas para consumo pessoal, já que, com ele, foi encontrada uma pequena quantidade de maconha. O inquérito foi instaurado, no início do mês, para investigar o artista pelo crime de tráfico de drogas, após ele oferecer um “open beck" ou "open maconha” em sua festa de aniversário, no dia 23 de junho, no Vivo Rio, na Zona Sul da capital. Em imagens postadas nas redes sociais pelo próprio rapper, ele segura um balde azul com o que parece ser cigarros da droga dentro.

Nesta terça, policiais civis estiveram em quatro endereços ligados a Ret, todos em bairros da Zona Sul, como Flamengo, Glória, Laranjeiras e Catete. A casa de shows também foi alvo dos mandados. Na decisão, a juíza Simone de Faria Ferraz, em exercício na 23ª Vara Criminal, determinou que fossem recolhidos do local equipamentos eletrônicos, como computadores e HDs, que se refiram à festa de aniversário de Filipe Ret. Segundo os investigadores, no entanto, a administração do estabelecimento se negou a fornecer a íntegra das imagens do evento.

Nos endereços de Ret, além de maconha e material para embalar a droga, foi apreendido o telefone celular do rapper. No mesmo despacho, a magistrada já havia autorizado o afastamento do sigilo de dados do aparelho, de modo a permitir o acesso a todo seu conteúdo.

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De acordo com o delegado Marcus Amin, titular da DRE, ao ser levado até a unidade Filipe Ret se reservou ao direito constitucional de se manter em silêncio e assinou um termo circunstanciado em que assume o compromisso de participar de todos os atos do processo junto ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). Ainda segundo o delegado, todo o material apreendido durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão será analisado por agentes da especializada e passará por uma perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

O crime de tráfico de drogas está previsto no artigo 33 da Lei 11.343 de 2006, que descreve diversas condutas que caracterizam o ato ilícito, proibindo qualquer tipo de venda, compra, produção, armazenamento, entrega ou fornecimento, mesmo que gratuito, de drogas sem autorização ou em desconformidade com a legislação pertinente. Nas postagens no perfil do cantor, no fim de junho, outros artistas chegaram a mencionar o "open maconha". "Rodízio de baseado", escreveu o também rapper Patrick Silva, o PK Delas. "Baldin da alegria", disse outro cantor.

Após a operação, a assessoria de Ret informou, por nota, que, "após cumprir uma agenda intensa de shows e lançamentos, Filipe Ret foi para Angra dos Reis com a sua família e amigos para um período de descanso. Na manhã desta terça-feira, 19 de julho, o artista foi surpreendido por uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que o conduziu para a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE-RJ), na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, na Zona Norte. Houve uma ação em que foram apreendidos pertences pessoais do artista. Filipe Ret, que já se declarou usuário de maconha, foi conduzido à delegacia e foi lavrado apenas um termo relativo à posse de maconha para uso pessoal. Qualquer alegação diferente desta se trata de uma afirmação descolada da realidade e única e exclusivamente do interesse de terceiros. Filipe Ret agradece o carinho dos fãs, da família e de amigos".

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Já o Vivo Rio disse que o estabelecimento “colaborou e continua colaborando com todo o processo de investigação para este caso. As imagens do circuito interno de segurança da casa de espetáculos foram cedidas assim que foram solicitadas”. A nota pontua ainda que “o Vivo Rio firma a sua integridade e ética diante das informações solicitadas pelas autoridades envolvidas".

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