Alvo de operação, França acusa Doria de ampliar contratos investigados

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.12.2020 - Retrato do ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB). (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.12.2020 - Retrato do ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB). (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Investigado pela Polícia Civil, o ex-governador Márcio França (PSB) partiu para o contra-ataque e acusou a gestão João Doria (PSDB) de ampliar contratos com organizações suspeitas.

Na quarta-feira (5), a Polícia Civil de São Paulo cumpriu uma série de mandados judiciais de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador, em uma investigação que apura um suposto esquema criminoso de desvio de recursos da área da saúde.

França, que já vinha acusando a ação policial de política, postou vídeo nas redes sociais atacando Doria. "Fomos olhar no portal da transparência e você não vai acreditar. Sabe quem pagou 100% dos contratos? O João Doria, o governo do João Doria", disse.

Ele afirma que, enquanto assinou três contratos com uma das organizações, a gestão Doria assinou 32. "O sujeito bate a carteira e depois aponta para os outros dizendo; 'pega ladrão'", disse no vídeo.

À reportagem, França ainda questionou em nota por que Doria não é alvo da investigação. "Ou seja, a organização social ampliou sua atuação na Saúde do Estado de São Paulo no Governo atual. Esta mesma organização social permaneceu prestando serviços ao atual governo, liderado por João Doria, que não apenas manteve contrato de prestação de serviços já assinado, como firmou novos vínculos com a organização social citada", afirmou, em nota.

Questionada, a gestão Doria afirmou que "repudia a atitude mentirosa e desesperada do investigado Márcio França de tentar associar a atual gestão à organização social de saúde (OSS) Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu".

Nas redes sociais, França postou imagens de aditivos contratuais com a entidade, mostrando a rescisão em 2020.

De acordo com a administração Doria, a organização "não possui nenhum contrato ou convênio com a Secretaria e, inclusive, teve sua qualificação como Organização Social de Saúde em São Paulo suspensa cautelarmente pela atual gestão".

A gestão Doria afirma que a pasta é vítima e abriu investigação contra o responsável por contratar as organizações na gestão França.

"Com relação ao conteúdo do vídeo, o Ministério Público, a Polícia Civil e a Controladoria Geral do Estado não concordam com França, visto o andamento das investigações que se arrastam por mais de um ano", diz o comunicado.

A nota ainda cita notícias publicadas sobre a proximidade de França e o homem apontado como líder da organização criminosa.

Segundo os policiais, no suposto esquema as organizações sociais (as chamadas OSs) seriam usadas para desvios de recursos mediante contratos superfaturados para gestão de unidades de saúde destinadas ao atendimento da população pobre.

"Importante dizer, que o Governo João Doria não deu carona em viagem oficial ao médico Cleudson Montalli, condenado a mais de 100 anos de prisão e envolvido em todas as denúncias relacionadas à OSS, como revelou a coluna do jornalista Lauro Jardim, no O Globo. O médico, que já havia sido investigado pela pasta estadual e demitido a bem do serviço público, teve a pena aliviada no apagar das luzes pelo próprio França, como publicado pela própria Folha de S.Paulo", diz a nota do governo.

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