América Central e México se preparam para uma nova caravana migratória rumo aos EUA

·2 minuto de leitura
Um grupo de migrantes salvadorenhos viaja a pé rumo aos Estados Unidos, 20 de janeiro de 2020

Autoridades de México, Guatemala e Honduras anunciaram nesta segunda-feira (11) que se preparam para responder a uma possível nova caravana migratória com destino aos Estados Unidos, convocada pelas redes sociais para partir de Honduras na próxima sexta-feira.

Delegações dos três países realizaram nesta segunda-feira uma vistoria da fronteira de Corinto, cerca de 200 quilômetros ao norte de Tegucigalpa, “com o objetivo de determinar ações que permitam lidar integralmente com a caravana”, observaram em comunicado as autoridades guatemaltecas.

“O atendimento às crianças migrantes desacompanhadas, assim como aos grupos vulneráveis, será prioridade”, respeitando os direitos humanos dos integrantes da caravana, acrescentaram.

Considerando que “a migração é um direito”, as autoridades alertaram aos migrantes que devem cumprir os requisitos de entrada no território guatemalteco, com a apresentação de resultados de teste de covid-19, passaporte e documentos de identificação de menores.

Em uma declaração conjunta após a visita à fronteira de Corinto, os três países defenderam uma migração "segura, ordeira e regular", "reforçando a resposta transnacional ao contrabando de migrantes e ao tráfico de pessoas".

Desde dezembro passado, foram abertas várias convocatórias através das redes sociais para a "Caravana 15 de janeiro de 2021", que partiria de San Pedro Sula, no norte de Honduras.

Este foi o ponto de partida para mais de uma dezena de caravanas, desde primeiro de outubro de 2018, que reuniram mais de 3.000 pessoas.

Cidadãos do México, El Salvador e Guatemala mostraram interesse em participar do novo êxodo em massa, atribuído à pobreza, aos efeitos da pandemia, danos a seus povos devido a fenômenos naturais, violência e falta de oportunidades de uma vida melhor em seus respectivos países.

Todas as caravanas fracassaram com os bloqueios ordenados pelo presidente Donald Trump, que destacou soldados e guardas na fronteira sul dos Estados Unidos com o México, o que fez com que pouquíssimos migrantes conseguissem entrar no país em busca do "sonho americano".

nl/mav/gm/am/mvv