América Latina e Caribe superam 10.000 mortes por coronavírus

Funcionário no hospital de campanha do Riocentro, que receberá pacientes da COVID-19 no Rio de Janeiro

O número de mortes provocadas pelo novo coronavírus na América Latina e Caribe superou a barreira de 10.000, com mais de 200.000 casos oficialmente registrados, de acordo com um balanço da AFP elaborado com base em dados oficiais.

A região tinha até 7H00 GMT (4H00 de Brasília) desta quinta-feira 200.205 casos de COVID-19 oficialmente diagnosticados, 10.425 deles fatais.

Mais da metade dos óbitos aconteceram no Brasil, país de 210 milhões de habitantes.

No balanço mais recente anunciado na quarta-feira pelo ministério da Saúde, o Brasil registrava 5.466 vítimas fatais e 78.162 casos positivos, mas de acordo com vários especialistas o número real de infectados pode ser entre 12 e 15 vezes superior, consequência da pouca disponibilidade de testes de diagnóstico.

São Paulo é o estado mais afetado pela pandemia, com 26.158 contágios e 2.247 mortos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 8.869 casos e 794 vítimas fatais.

O segundo país mais afetado pela doença na região é o México, que registra 1.569 mortes e 16.752 casos positivos declarados. Em seguida aparecem Peru (943 mortos e 33.931 casos) e Equador (883, 24.675).

A República Dominicana registra 293 mortes e 6.652 casos, a Colômbia 278 vítimas fatais e 6.207 contágios. O Chile tem 16 óbitos e 14.885 casos.

As mortes declaradas em todo o planeta por esta pandemia, que surgiu na China no fim de 2019, se aproximam de 230.000, com 3,16 milhões de contágios.

O número de casos positivos, no entanto, reflete apenas uma parte do total de contágios devido às políticas díspares dos países para contabilizar e fazer os testes de diagnósticos. Alguns, por exemplo, reservam os exames apenas para as pessoas que precisam de hospitalização.