América Latina e Caribe pedem mais financiamento internacional na cúpula da Celac

Líderes da América Latina e Caribe durante cúpula da Celac

BUENOS AIRES (Reuters) - Países da América Latina e do Caribe pediram na terça-feira mais financiamento internacional na região após crises econômicas e climáticas, numa declaração final após cúpula realizada na capital argentina, Buenos Aires.

"Enfatizamos a necessidade de instituições financeiras regionais internacionais, como os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento, melhorarem os instrumentos de crédito através de mecanismos limpos, justos, transparentes e acessíveis", disse o documento.

A "Declaração de Buenos Aires" na sétima Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), com 111 pontos, descreveu como os efeitos da Covid-19, as mudanças climáticas e a guerra na Ucrânia afetaram toda a região.

"Expressamos nossa preocupação de que vários países emergiram da pandemia com níveis mais altos de dívida pública", disse.

A declaração também enfatizou a importância da democracia em toda a região, expressou apoio às negociações entre o governo venezuelano e sua oposição, e exigiu que os Estados Unidos levantem seu bloqueio a Cuba.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enviou uma mensagem gravada dizendo que havia optado por não comparecer devido a "conspirações permanentes, ameaça permanente, emboscadas calculadas"

A presença do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula marcou sua primeira viagem ao exterior desde que tomou posse em 1º de janeiro, bem como o retorno do Brasil à Celac depois que o governo de Jair Bolsonaro deixou a comunidade.

O presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, foi uma voz dissidente, apelando aos líderes para que não tivessem uma visão unilateral de acordo com sua ideologia, e dizendo que "há países aqui que não respeitam nem a democracia, nem as instituições, nem os direitos humanos"

Ele não identificou nenhuma nação pelo nome.

(Reportagem de Lucila Sigal)