Amapá tem condições de realizar eleição, diz presidente do TRE

André de Souza
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BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá, desembargador Rommel Araújo, informou nesta segunda-feira que há condições de fazer as eleições municipais no estado no próximo domingo. A maior parte do Amapá sofreu um apagão na semana passada, e, até o momento, houve apenas o restabelecimento parcial da energia. O desembargador destacou, por exemplo, que o estado já tem experiência em realizar eleições em locais sem eletricidade, como aldeias indígenas.

— Todos os órgãos ligados ao setor energético tanto federal quanto do estado têm garantido que teremos condições de fazer a eleição, na medida em que o restabelecimento tem sido bem satisfatório e gradativo. Cerca de 60 a 80% do restabelecimento de energia feito já nos garante a realização de eleições em todo o estado do Amapá, em todos os municípios. As urnas dispõem de bateria. E além disso o Tribunal Superior Eleitoral já nos mandou 1.200 baterias externas — disse o presidente do TRE.

Ele também afirmou:

— Nós estamos costumados a fazer votação em locais sem energia. Temos sessão eleitoral em área indígena, onde a sessão funciona integralmente com bateria, a interna e a externa.

Segundo ele, também não haverá problemas para encaminhar os dados das sessões eleitorais para o TRE, porque os votos ficam gravados num cartão dentro da urna.

— A urna tem o cartão que vai gravar aqueles votos. Esses dados são encaminhados à Justiça Eleitoral, aqui sendo feita essa totalização. Então não há que se falar em transmissão de dados de cada sessão eleitoral para o Tribunal Regional Eleitoral, porque não é assim que as urnas eleitorais funcionam — disse Araújo.

Por fim, ele afirmou que há garantias, tanto energéticas quanto sanitárias, de que será possível fazer a eleição no próximo domingo:

— Os órgãos sanitários têm nos garantido que a eleição pode ser feita no dia 15. Os órgãos energéticos também têm nos dado essa garantia. Pensar diferente, a meu sentir, hoje, é mero achismo. E não podemos trabalhar com achismo. Nós trabalhamos em cima de ados concretos das autoridades competentes, e isso tudo para garantir o direito do eleitor exercer seu voto no dia 15.