Amapá volta a registrar blecaute e governo fala em 'instabilidade' no sistema

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Juiz determinou que a União viabilize o pagamento de auxílio emergencial de R$ 600, por 2 meses, especificamente a famílias carentes nos 13 municípios atingidos. (Photo: Getty Images via Getty Images)
Juiz determinou que a União viabilize o pagamento de auxílio emergencial de R$ 600, por 2 meses, especificamente a famílias carentes nos 13 municípios atingidos. (Photo: Getty Images via Getty Images)

O Amapá voltou a ficar sem energia elétrica na noite de terça-feira (17), quando o estado da região Norte sequer havia se recuperado totalmente de um blecaute iniciado em 3 de novembro que chegou a cortar 90% da carga local.

O novo incidente, no entanto, não teve a mesma origem que o anterior, iniciado após incêndio em um transformador de uma subestação, disseram o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e as elétricas que atuam na região. O governo federal afirmou que houve “instabilidade” na rede.

O ONS disse que registrou “novo desligamento” no Amapá às 20h31 da terça-feira, mas ressaltou que “o transformador da subestação Macapá não apresentou problema”. Em nota na noite de terça-feira, o ONS afirmou que trabalhava “para restabelecer a totalidade das cargas no Estado o mais breve possível”.

O Ministério de Minas e Energia disse que “o sistema elétrico apresentou instabilidade e as causas estão sendo investigadas”, acrescentando que a luz estava sendo retomada “gradualmente”.

A distribuidora de energia CEA, que é responsável pelo serviço no Estado e controlada pelo governo estadual, disse em nota no final da noite que trabalhava para recomposição do sistema em 13 municípios depois da interrupção.

“Após o restabelecimento, a companhia já inseriu no sistema 97 megawatts de carga, que corresponde à metade da energia que estava anteriormente disponível”, afirmou.

Segundo a estatal Eletronorte, da Eletrobras, ocorreu um desligamento da hidrelétrica Coaracy Nunes, “em decorrência de evento externo à usina, provavelmente no sistema de distribuição de energia elétrica”.

A companhia disse que seus técnicos restabeleceram a operação da usina enquanto o fornecimento de energia era recomposto gradualmente pela CEA e pelo ONS.

“A Eletronorte esclarece ainda que não é a proprietária do sistema de distribuição ou transmissão de energia do Estado do Amapá”, acrescentou.

A concessionária responsável por um linhão de transmissão que liga o Amapá ao sistema elétrico interligado do Brasil e pela subestação onde um incêndio gerou o primeiro blecaute disse que o incidente não teve origem em suas instalações.

“Não há nenhum problema no transformador da subestação LMTE, que segue disponível desde a reenergização em 7/11, e vem operando com alta performance”, afirmou a Linhas do Macapá Transmissora de Energia, da Gemini Energy.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, cerca de 80% do suprimento no Amapá havia sido recuperado até o novo desligamento. O fornecimento ocorria em modelo de rodízio, de acordo com o governo estadual.

A Justiça Federal do Amapá deu em 13 de novembro um prazo adicional de sete dias para restabelecimento da energia no Estado. O juiz também determinou que a União viabilize em dez dias o pagamento de auxílio emergencial de 600 reais, por dois meses, especificamente às famílias carentes residentes nos 13 municípios atingidos pelo apagão.

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Este artigo apareceu originalmente no HuffPost Brasil e foi atualizado.

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