Amazônia perdeu em média 18 árvores por segundo apenas em 2021, reporta Le Monde

Dado Galdieri/Bloomberg via Getty Images

O avanço acelerado do desmatamento no Brasil é denunciado pela mídia francesa desta terça-feira (19). O jornal Le Monde destaca que a Amazônia perdeu em média 18 árvores por segundo em 2021. A reportagem sublinha que ativistas ambientais e a oposição acusam Jair Bolsonaro de incentivar o desmatamento ao defender a exploração da Amazônia e ao enfraquecer os órgãos de controle ambiental.

A publicação se orienta por um estudo independente divulgado nesta segunda-feira (18), que aponta um aumento de 20,1% do desmatamento em todos os ecossistemas do Brasil no ano passado.

A plataforma colaborativa MapBiomas, que compila dados de diversos sistemas de mapeamento por satélite, revela que “O Brasil perdeu 16.557 km² de cobertura vegetal original em todos os seus ecossistemas em 2012”, contra 13.789 km² em 2020.

A maior parte desse desmatamento ocorreu na Amazônia (59%), seguida pelo Cerrado (30,2%). “Só na Amazônia foram desmatados 111,6 hectares a cada hora, ou 1,9 hectar por minuto”, informa a MapBiomas, que reúne ONGs, universidades e empresas.

Le Monde sublinha que agricultura e a pecuária continuam sendo os principais “vetores de pressão” do desmatamento, sendo responsáveis por 97% dos danos. No Estado do Pará, as minas clandestinas também exercem forte pressão, afirma o estudo.

Jair Bolsonaro é acusado de incentivar desmatamento

O jornal francês enfatiza que desde 2019, quando o presidente de extrema direita chegou ao poder, o desmatamento em todos os ecossistemas chegou a 42 mil km², “quase a superfície do Estado do Rio de Janeiro”, de acordo com o estudo.

Dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que, entre janeiro e junho de 2022, a Amazônia brasileira perdeu 3.988 km² de área florestal (60%), um recorde de primeiro semestre desde 2016, data das primeiras leituras do sistema de detecção de desmatamento em tempo real (Deter).

Os números oficiais também mostram que, sob o governo Bolsonaro, o desmatamento anual médio na Amazônia aumentou 75% em relação à década anterior.

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