Amazon constrói centro de distribuição ao lado de favela e expõe desigualdades

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CALIFÓRNIA — As imagens do novo centro de distribuição da Amazon em Tijuana, no México, viralizaram nas redes sociais nas últimas semanas. Não por seu tamanho gigantesto ou inovação tecnológica, mas sim pelo fato de o prédio ter sido construído ao lado de uma favela da cidade mexicana, localizada próxima à fronteira com os Estados Unidos.

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, está entre os homens mais ricos do mundo.

De acordo com reportagem da BBC, o fato de uma das empresas mais ricas e globalizadas do planeta se instalar ao lado de famílias que vivem precariamente não passou desapercebido pelos usuários da internet.

Muitos internautas postaram comentários no Twitter descrevendo a instalação de US$ 21 milhões como "distópica", já que contrasta fortemente com a pobreza que o cerca. Outros disseram que a imagem retrata "como o capitalismo é absolutamente perverso".

A Amazon vem ampliando os centros de distribuição ao redor do mundo. A empresa vai abrir dois deles no Brasil, um no Rio e outro no Ceará, para agilizar entregas na Black Friday e no Natal.

Desconsiderando as críticas nas redes sociais, a prefeita de Tijuana, Karla Ruiz Macfarland, disse à britânica BBC que o galpão trará desenvolvimento para a área, vai gerar novos empregos e "contribuir para a reativação econômica e o bem-estar das famílias".

Procurada pela BBC, a Amazon afirmou que está comprometida com o desenvolvimento dos países e das comunidades onde atua, acrescentando que o armazém em Tijuana é o 11º da empresa no México.

"Desde a nossa chegada ao México, geramos mais de 15 mil empregos no país e agora estamos adicionando 250 em Tijuana, criando oportunidades de trabalho com salários e benefícios competitivos para todos os nossos funcionários", disse a empresa.

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