Amazon: funcionários em 20 países farão greve na Black Friday

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A “Make Amazon Pay” é liderada por uma coalização de 70 sindicatos e organizações. Foto: Getty Images.
A “Make Amazon Pay” é liderada por uma coalização de 70 sindicatos e organizações. Foto: Getty Images.
  • Funcionários da Amazon em 20 países planejam entrar em greve na Black Friday;

  • O evento acontecerá na próxima sexta-feira (26), e terá trabalhadores de diversos setores;

  • Os protestos vêm em meio à crescente dissidência de funcionários diante de condições abusivas, longas horas e baixos salários.

Funcionários da Amazon de todo o mundo estão se preparando para aderir à greve durante a Black Friday, na próxima sexta-feira (26). O esforço tem como objetivo gerar melhores condições de trabalho e exigir responsabilidade dos principais executivos da empresa.

Em mais de 20 países, trabalhadores e ativistas devem protestar intermediados pela campanha 'Make Amazon Pay' ('Faça a Amazon pagar', em tradução), liderada por uma coalização de 70 sindicatos e organizações, como o Greenpeace, a Oxfam e a Amazon Workers International.

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O evento contará com indivíduos de todos os setores, como refinarias de petróleo e fábricas, a depósitos e centro de dados.

Os protestos vem em meio à crescente dissidência de funcionários da companhia, diante de condições abusivas de trabalho, como longas horas e baixos salários e nos complexos sistemas de avaliação de desempenho.

Entre as demandas da ‘Make Amazon Pay” estão o aumento de salários, melhor segurança do trabalho e suspensão dos duros regimes de produtividade e vigilância impostos pela companhia, de forma a tirar o máximo dos funcionários.

O grupo também almeja um retorno financeiro à sociedade, incluindo maiores esforços em sustentabilidade, mais transparência de dados e privacidade, assim como também o fim das parcerias com forças policiais e autoridade de imigração que seriam institucionalmente racistas.

O crescimento do ‘Make Amazon Pay” também segue o caminho para a sindicalização por toda a empresa. No inicio do ano, a companhia se envolveu em polêmica após que surgirem relatórios nos quais a Amazon participaria de táticas de combate aos sindicatos.

Outra acusação tem relação à sonegação de impostos da empresa. Segundo relatório do ProPublica divulgado em junho, Jeff Bezos, fundador da companhia, não pagou imposto de renda entre 2006 e 2018.

Um vídeo no site da ‘Make Amazon Pay’ afirma que a riqueza da Amazon cresceu em grandes proporções na pandemia, o que permitiria pagar a todos os 1,3 milhão de funcionários um 'Bônus COVID' de US$ 690 mil, e continuar com a mesma fortuna de 2020.

As informações são da Business Insider.

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