Amazon lança pacote para atrair lojistas no Brasil com entrega grátis e recompensa em dinheiro

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Para tentar ganhar mais espaço entre os concorrentes na acirrada disputa do comércio eletrônico no Brasil, a Amazon lançou hoje quatro novos programas voltados, principalmente, para atrair pequenas e médias empresas empresas parceiras.

Em um deles, vai oferecer prêmios em dinheiro a vendedores em seu marketplace, como são chamados os shoppings virtuais.

No programa de recompensa do vendedor, o cashback, a cada produto de alta procura adicionada ao marketplace da Amazon, a loja ganha R$ 6. Se o vendedor usar o pacote completo de serviços, que inclui logística de entregas, por exemplo, recebe R$ 300 em sua conta na Amazon.

O valor final do bônus fica em um saldo de recompensas, que pode resgatado a qualquer momento.

Essa prática vem crescendo entre as gigantes das vendas on-line para estimular que os empresários usem cada vez mais os seus serviços, não só para vendas virtuais, mas também de logística.

Nesta semana, a gigante asiática Shopee, que também busca ampliar o número de parceiros no Brasil para alavancar vendas anunciou investimento de R$ 3 milhões para oferecer cupons, vouchers, descontos e frete grátis.

É uma forma de tentar contornar a perda de fôlego do comércio como um todo no país diante da alta inflação no país. Em agosto, as vendas no varejo recuaram 3,1% em agosto, na comparação com julho — o pior resultado para o mês da série histórica do IBGE.

Além de atrair mais lojistas, em quantidade e volume de vendas, a estratégia da Amazon é agilizar as entregas e aumentar a capilaridade no país, particularmente no fim do ano, quando a expectativa é de alta nas vendas.

Em evento para lojistas, a Amazon também anunciou hoje outros três programas. Um deles é o de vendas internacionais, em que os vendedores no Brasil podem usar a logística da Amazon nos Estados Unidos para armazenagem e entrega dos produtos no exterior.

Em meio à disputa acirrada por entregas cada vez mais rápidas as outras duas novidades são voltadas para a logística.

O diretor da loja de vendedores parceiros da Amazon Brasil, Ricardo Garrido, explicou que o delivery by Amazon (DBA) é novo e que o Fulfilment by Amazon (FBA) foi lançado em dezembro do ano passado, mas as modalidades de armazenamento e entrega eram limitadas a alguns convidados.

Agora, ele será ampliado para empresários que tiverem o modelo de tributação Simples no Estado de São Paulo e, em breve, para os de outros estados.

— A diferença entre eles é que o FBA também oferece ao vendedor o serviço de armazenagem em nossos centros. O delivery, por outro lado, é acessível porque é para todos os estados e reduz custo e prazo de entrega e do fardo da logística. Nós fazemos entregas de até dois dias em mais de 700 cidades. Com parceiros que tem seu próprio frete não temos este controle, mas a ideia é que com estes dois programas tenhamos capacidade de entregar mais rápido e mais barato — disse Garrido.

No ano passado a gigante americana fundada por Jeff Bezos investiu US$ 18 bilhões globalmente em logística, ferramentas, serviços e programas para pequenos e médios parceiros.

No Brasil, a empresa não abre números ou quantidade de parceiros, mas revela que acabou de abrir dois novos centros de distribuição, um no Rio e outro em Recife, alinhados à nova estratégia. De janeiro de 2019 até agora, contando com estas duas, são 11 centros, sendo que em São Paulo há um voltado apenas para armazenar produtos dos parceiros.

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