Amazon passa a cobrar taxa de combustível de vendedores nos EUA

In this photo illustration an Amazon logo seen displayed on a smartphone screen in Athens, Greece on April 16, 2022. (Photo by Nikolas Kokovlis/NurPhoto via Getty Images)
In this photo illustration an Amazon logo seen displayed on a smartphone screen in Athens, Greece on April 16, 2022. (Photo by Nikolas Kokovlis/NurPhoto via Getty Images)
  • Amazon cobrará taxa de combustível e inflação de comerciantes;

  • Medida será aplicada nos EUA a partir de 28 de abril;

  • Objetivo é compensar a crescente alta nos preços.

A Amazon cobrará, de seus comerciantes norte-americanos, uma taxa de combustível e inflação de 5%. A medida entra em vigor no dia 28 de abril para aqueles que usam o serviço Fulfillment by Amazon, que armazena, embala e envia produtos.

A decisão foi confirmada em documentos revisados pela Bloomberg e tem como objetivo compensar a crescente subida nos preços nos Estados Unidos. Somente em março, os preços ao consumidor saltaram 8,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, a maior alta desde 1981. Com a guerra entre a Ucrânia e Rússia, os combustíveis, que já estavam caros, dispararam no país.

“Os consumidores é que perdem”, disse ao portal Dan Brownsher, administrador da Channel Key, empresa de consultoria de comércio eletrônico com mais de 50 clientes vendendo produtos na Amazon. “A Amazon já aumentou as taxas em janeiro [em média, de 5,2%], então os vendedores terão que aumentar os preços”.

O que diz a Amazon

Em e-mail enviado a comerciantes na quarta-feira (13), a gigante disse que, desde o começo da pandemia, fez investimentos para atender às crescentes demandas – como contratar funcionários e aumentar seus salários.

“Como muitos, tivemos aumentos de custos significativos e os absorvemos, sempre que possível, para reduzir o impacto em nossos parceiros de vendas”, destacou no e-mail.

Ainda assim, a alta nos combustíveis e na inflação trouxe novos desafios à empresa, que estava confiante no retorno à normalidade neste ano com a queda nas restrições provocadas pela pandemia.

A Amazon não é a primeira empresa a tomar medidas para compensar os altos custos nos EUA. A Uber e a Lyft acrescentaram sobretaxas de combustível, companhias aéreas aumentaram os preços das passagens e FedEx e UPS ampliaram os preços das entregas.

Com informações da Exame