Amazon supera Boeing como maior empregadora da região de Seattle e compra sua primeira frota própria de aviões

O Globo com agências
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WASHINGTON - A Amazon ultrapassou oficialmente a Boeing para se tornar o maior empregador privado da região de Seatlle, no Estado de Washington, após um ano de crescimento impulsionado pela pandemia. A gigante do comércio eletrônico embarcou em cinco esforços de contratação separados desde março, adicionando um total de 400.000 novos trabalhadores ao longo do ano.

Mais de 16.500 desses novos funcionários estão baseados em Washington, elevando seu total para mais de 80.000 funcionários - um aumento de 25% desde 2019, de acordo com o Seattle Times.

Por sua vez, a Boeing encerrou 2020 com 58.800 funcionários, uma redução de 18% desde o início de 2020. O Times observa que a Boeing provavelmente foi o maior empregador de Washington desde o pós-Segunda Guerra Mundial.

A Amazon teve um 2020 bastante lucrativo graças à demanda crescente em meio à pandemia. O aumento das compras online fez com que as ações da Amazon disparassem e levou a empresa a fazer o que chamou de "o maior aumento da força de trabalho em tempos de paz de qualquer empresa da história".

Aquisição de Boeings

Por sua vez, a Boeing começou o ano ainda impactada pela crise do 737 Max, com a queda de dois aviões em cinco meses, resultando em 346 mortes. Os aviões ficaram parados por mais de 18 meses, embora recentemente tenham retornado aos céus.

No mesmo dia em que se tornou a maior empregadora, a Amazon anunciou que vai comprar 11 aviões Boeing 767-300 usados. É a primeira vez que a gigante varejista adquire aeronaves para sua operação de carga em vez de arrendá-las.

Serão sete aviões da Delta Airlines e quatro da WestJet Airlines. Segundo um porta-voz da Amazon, a empresa esperar ter 85 aviões em serviço até o fim de 2022.