Amazonas confirma 11 novos casos de síndrome ligada à doença da urina preta; total chega a 44

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Amazonas registrou aumento nos casos da doença (Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)
Amazonas registrou aumento nos casos da doença (Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Amazonas registrou aumento nos casos da rabdomiólise, ligada à "doença da urina preta"

  • São 44 pessoas contaminadas apenas no estado, que vive seu terceiro surto da síndrome

  • O problema pode estar relacionado ao consumo de peixes

O Amazonas confirmou na última segunda-feira (30) 11 novos casos de rabdomiólise. Com isso, chegou a 44 o total de pessoas contaminadas com a síndrome que está ligada à Doença de Haff, popularmente conhecida como “doença da urina preta”.

Ao G1, o infectologista Antônio Magela, da Fundação de Medicina Tropical (FMT), explicou que esse é o terceiro surto da síndrome apenas no estado.

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A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) relatou que a cidade de Itacoatiara é o principal epicentro da rabdomiólise e registra 34 casos. Uma cidadã morreu vítima da síndrome, aos 51 anos.

Os outros municípios amazonenses que tiveram confirmações da doença são: Silves (quatro casos), Manaus (dois), Parintins (dois), Caapiranga (um) e Autazes (um).

Doença de Haff está ligada ao consumo de peixes - Foto: Getty Images
Doença de Haff está ligada ao consumo de peixes - Foto: Getty Images

Até a última segunda, 10 pacientes seguiam internado com rabdomiólise no estado, todos em Itacoatiara.

Relação com consumo de peixes

Magela disse ao G1 que não há motivo para suspensão do consumo de peixes no Amazonas. Os pacientes relataram que ingeriram o animal antes dos sintomas, mas a contaminação do pescado ainda não está confirmada.

Segundo o infectologista, a rabdomiólise é uma condição causada por uma infecção aguda, que pode ser originada por medicamento, metal pesado, toxinas, entre outros. Quando relacionada à ingestão de peixes, é chamada de Doença de Haff.

“O importante é entender que se formos comparar o nível de consumo de peixe com o número de casos, a gente vê que é uma relação mínima, porém, não menos preocupante. Qualquer situação que coloque em risco a saúde das pessoas deve ser avaliada com cuidado. As pessoas devem ser tratadas da maneira mais adequada possível e temos que ter preocupação também com o aspecto econômico e nutricional”, disse Magela.

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