Amazônia tem 1º semestre de 2022 com maior área sob alerta de desmate em 7 anos

Entre 1º de janeiro e 24 de junho, a área total sob alerta de desmatamento é de 3.750 km², índice superior ao dos anos anteriores na Amazônia. (Foto: Getty Images)
Entre 1º de janeiro e 24 de junho, a área total sob alerta de desmatamento é de 3.750 km², índice superior ao dos anos anteriores na Amazônia. (Foto: Getty Images)

A Amazônia Legal registrou, no primeiro semestre de 2022, o maior número acumulado de áreas sob alertas de desmatamento em 7 anos, de acordo com o monitoramento feito pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). O total chega 3.750 km², maior índice desde 2015.

Os estados que correspondem à Amazônia Legal, representam 59% de todo o território brasileiro, são eles: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão.

Entre 1º de janeiro e 24 de junho, foram 3.750 km², índice superior ao dos anos anteriores, mesmo sem contabilizar os últimos 6 dias do mês. O estado do Amazonas foi o mais afetado, com 1.131 km², seguido do Pará (1.059 km²) e do Mato Grosso (818 km²).

O sistema de monitoramento do Inpe, o Deter, produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras). O sistema não é o dado oficial de desmatamento, mas alerta sobre o problema que está acontecendo.

O sistema Prodes, que faz a medição oficial do desmatamento, costuma superar os alertas sinalizados pelo Deter.

Na temporada 2020-2021 – período que engloba agosto de 2020 a julho de 2021 –, foram 13 mil km² de área sob alerta de desmatamento, maior número desde 2006.

Uma estimativa feita pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (imazon) aponta que a Amazônia poderá ter mais de 15 mil km² de área desmatada até julho deste ano.

Em fevereiro de 2022, a Amazônia Legal registrou o maior acumulado de alertas de desmatamento para o mês desde 2016. Foram 198,67 km² – 61,7% mais do que os 122,8 km² registrados em 2021.

Em janeiro de 2022, a região amazônica contabilizou os piores índices para o mês na história do monitoramento: foram 430,44 km², 419,3% mais do que os 82,88 km2 registrados no ano anterior.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos