Ambientalistas recebem multa por retirar retratos de Macron na França

(Arquivo) Os ativistas que participam da campanha ANV COP 21 posam com uma placa que diz "Clima, justiça social: onde está Macron?" e um retrato do presidente francês na prefeitura de Irissarry

Um tribunal francês condenou nesta quarta-feira oito ativistas a pagar uma multa de 500 euros cada por terem retirado retratos oficiais do presidente Emmanuel Macron de prefeituras, como parte de um protesto para denunciar a "inação climática" do Estado.

Os ativistas, com entre 23 e 36 anos, foram condenados por "roubo em manifestação". Eles removeram os retratos do presidente de várias prefeituras nos arredores de Paris em fevereiro passado, como parte de uma campanha de desobediência civil.

Os réus, que alegaram um "dever moral" de agir contra a "inação" do governo francês contra a mudança climática, recorrerão da decisão.

"Esperávamos ser absolvidos, especialmente após a decisão em Lyon que legitimou a desobediência civil", disse um dos ativistas, Félix Vève.

Vève se referiu a uma decisão de um tribunal da cidade do leste da França que absolveu no mês passado dois ativistas da mesma acusação, ao considerar que se tratou de uma forma "legítima" de protesto.

Um cinegrafista de 29 anos que filmou vários desses protestos e que foi acusado junto ao grupo de ativistas foi absolvido pelo tribunal de Paris.

A pena máxima na França pela acusação de "roubo em manifestação" é de cinco anos de prisão e uma multa de 75.000 euros.

O movimento que organiza esta campanha de desobediência civil, chamado Ação Não Violenta COP21 (ANV-COP21), afirma ter retirado cerca de 130 retratos de Emmanuel Macron de vários prédios administrativos em toda a França.

No primeiro julgamento em maio passado contra essa ação simbólica, um ativista ambiental foi condenado a pagar uma multa de 250 euros. Duas semanas depois, outro tribunal absolveu três ativistas que removeram brevemente um retrato do presidente de uma prefeitura no nordeste da França.