Ambulante usa máscara cirúrgica para trabalhar na porta de hospital da Zona Oeste do Rio

Marcos Nunes
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RI - Camelô Cristiano da Silva Pereira usa máscara em frente ao Hospital Albert Schweitzer para trabalhar. Foto: Marcos Nunes / Agência O Globo

Uma das maiores emergências da Zona Oeste do Rio, o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, funcionou nesta terça-feira, com funcionários  e alguns pacientes usando máscaras numa tentativa de se proteger de uma possível contaminação de coronavírus. 

O uso da máscara cirúrgica não se limitou apenas a quem buscava atendimento ou a servidores da saúde e médicos. Até mesmo um camelô que faz ponto em frente à emergência adotou o acessório.

 

Com um fone de ouvido e um cadeira plástica, Cristiano da Silva Pereira, de 34 anos, podia ser visto usando máscara para oferecer produtos como biscoitos, refrigerantes e salgadinhos.

Ele contou estar usando a proteção desde a última sexta-feira.

—Comecei a usar ainda no fim da semana passada, quando a coisa ficou mais séria. É muito importante como proteção. Ainda mais no meu caso, que estou praticamente de segunda a segunda na porta do hospital.  Mas, não fico só nisso. Também lavo as mãos por vários vezes e passo álcool gel —disse.

O uso de máscaras no hospital deixou  preocupado até quem foi ao local em busca de atendimento. Foi o caso de Luciano Teixeira, de 57, que acompanhou o irmão para a retirada de pontos de uma cirurgia.

 — A gente fica receoso sim né. Tem muita gente aqui com máscara. Mas, tem de usar mesmo. Eu até tentei comprar uma  e não encontrei. Só consegui comprar um vidro  de álcool gel por R$ 20 — disse.

Entre os funcionários que usavam a proteção, no Albert Schweitzer, nesta terça-feira, estavam encarregados do setor de  recepção, limpeza e até seguranças.