Ambulantes dispensam uso de máscara nas praias do Rio

Natália Boere
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RIO — “Olha o maaateee!!!” O grito, que ecoa pelas areias do Rio, não seria digno de alarme se não estivéssemos em meio a uma pandemia e a maioria dos vendedores ambulantes (de mate, óculos escuros, cangas e afins) não desprezasse o uso da máscara. Em Copacabana, por exemplo, Antonio Fereira vende picolés como se não houvesse amanhã — nem coronavírus.

— A minha caiu, vou providenciar outra — diz.

Na Praia Vermelha, na Urca, o vendedor de queijo de coalho José Araújo afirma que “não tem como usar máscara na areia”:

— É difícil, fico para lá e para cá carregando peso.

As opiniões dos banhistas se dividem. Para a comerciante Vania Pires, que comprou picolé para o filho com Antonio, o acessório é dispensável na praia:

— Estamos ao ar livre, está todo mundo sem, não vejo problema.

Já o motorista Fábio Costa, que comeu um queijinho de José, acha que ele deveria usar máscara:

— Se ele tiver alguma coisa, pode passar para um monte de gente.

Em nota, a prefeitura afirma que “em operações diárias, as equipes da Coordenadoria de Controle Urbano abordam e solicitam aos ambulantes flagrados sem máscara a colocarem o acessório”. Diz ainda que “cabe à Guarda Municipal a fiscalização e aplicação de penalidade”. Segundo o órgão, de 5 de junho a 25 de janeiro foram aplicadas 9.425 mil infrações sanitárias no Rio. Destas, 7.308 foram pelo não uso de máscara. A multa é de R$ 112,48.

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